1 Confesso que sempre embirrei com a designação de super juiz — ou de super procurador ou de super polícia. Tal classificação remete para o imaginário dos super heróis — de alguém que tem poderes mágicos, únicos e sobre-humanos. Ora a Justiça é feita por homens e mulheres, imperfeitos como todos os seres humanos. É verdade que a comunidade espera que acertem quase sempre mas é impossível termos uma Justiça perfeita.

Vem isto a propósito do juiz Carlos Alexandre, que vários colegas meus insistem (legitimamente porque o exercício jornalístico é livre) em tratar por super juiz. Entre os seus defeitos, não me consta que Alexandre tenha a ideia de ser um super homem. Logo, também não é um super juiz.

Faço questão de começar por aqui para deixar claro que, para mim, Carlos Alexandre é um homem comum e um juiz como outro qualquer. Nem mais nem menos do que os outros.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.