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Estados Unidos da América

Microsoft vai fornecer software à indústria legal de canábis

A Microsoft é a primeira grande empresa a entrar no mercado legal de canábis. Esta quinta-feira anunciou uma parceria para oferecer serviços aos estados norte-americanos que já legalizaram a planta.

Vários Estados norte-americanos já legalizaram a venda e o consumo de canábis

Uriel Sinai/Getty Images

A Microsoft está a trabalhar num novo software voltado para o mercado legal de canábis. A empresa de tecnologia anunciou esta quinta-feira uma parceria com a startup norte-americana Kind, com o objetivo de acompanhar as plantas “da semente até à venda” dentro da lei. Segundo a BBC, esta é a primeira parceria do género feita pela Microsoft.

Como em Portugal, a canábis é considerada ilegal pelo governo federal dos Estados Unidos, no entanto, são já vários os estados que a legalizaram, tanto para fins medicinais como recreativos. O panorama está a mudar, numa altura em que mais cinco estados se preparam para votar propostas de legalização da canábis já no outono — incluindo a Califórnia, o maior de todos, escreve o The New York Times.

Em comunicado, a Kind explica que a parceria se foca no fornecimento de serviços de software aos estados e municípios que já legalizaram a planta. Esses serviços permitirão, por exemplo, gerir transações e acompanhar o inventário e a legislação, de acordo com o The Washington Post.

O papel da Microsoft passará pela integração destas soluções tecnológicas no Azure, a sua rede de computação cloud (na “nuvem”). Ou seja, à medida que os vários estados vão legalizando o consumo e a venda de canábis, é natural que aumente a procura de soluções para regulamentar esta indústria, algo que pode estar na base do interesse da Microsoft no assunto.

O facto de a Microsoft se juntar a esta iniciativa é relevante, tendo em conta que é a primeira grande empresa a associar-se a este tipo de mercado. Além disso, segundo o The New York Times, ainda só alguns pequenos bancos norte-americanos aceitam abrir contas a empresas cujos negócios assentem no crescimento ou venda desta planta.

Ainda assim, a gigante tecnológica acredita que isso vai mudar. Ao mesmo jornal, Kimberly Nelson, responsável da Microsoft, disse acreditar que “vai haver um crescimento significativo” deste mercado. E acrescentou: “À medida que a indústria vai sendo regulamentada, vai haver mais transações e nós acreditamos que vão existir requisitos e ferramentas mais sofisticados.”

Numa declaração, a Microsoft assume-se comprometida em prestar apoio a “clientes e parceiros governamentais”. A Kind é, por isso, uma dessas instituições, que “está a construir soluções” para “ajudar essas agências a regular e monitorizar substâncias e produtos controlados”, bem como a gerir a respetiva “conformidade com as leis e regulamentações jurisdicionais”.

Quanto à Kind, trata-se de uma startup com sede em Los Angeles e que tem feito diversas apostas nesta indústria. Entre outros produtos, é a responsável por uma espécie de quiosque, estilo multibanco, que facilita a venda da canábis ao público.

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