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Porque é que Lisboa é a nova Berlim? As quatro razões apontadas pela CNN

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Os bairros históricos e criativos ou a abertura do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia: a CNN defende que Lisboa está no mapa dos amantes da criatividade e explica porquê.

PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/Getty Images

“Está claro em todos os lugares para onde se olha que Lisboa está em altas.” Quem o diz é a cadeia de televisão norte-americana CNN, num artigo publicado esta segunda-feira no site do canal. Mairi Mackay, a jornalista sediada em Londres que escreveu o artigo, defende que “Lisboa é um novo hotspot cultural improvável” e poderá vir a ser “a nova Berlim”. E apresenta as razões que a levam a pensar na capital portuguesa como a nova capital alemã.

A crise e a criatividade

É porque a “cidade ainda está a recuperar da brutal crise financeira que atingiu Portugal em 2010” que a CNN considera que Lisboa se tornou “um novo hotspot cultural improvável”. Mackay considera que foi “um segredo bem guardado” e compara a capital portuguesa a Berlim.

A austeridade também criou muitas das mesmas condições que atraíram artistas e criativos para Berlim no início do século XXI”.

A jornalista apontou as rendas baratas na altura da crise, a gastronomia e edifícios vazios como algumas dessas condições. “Há dois ou três anos, tudo isto começou a atrair artistas de outros lugares do mundo”, lembra Mackay, acrescentando que “uma população que fala bem inglês” também teve o seu contributo.

A inauguração do MAAT

A abertura do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) também foi apontada pela jornalista Mairi Mackay como uma das razões pela qual Lisboa poderá vir a ser “a nova Berlim”.

O MAAT abriu a 5 de outubro do ano passado. O edifício, desenhado pela arquiteta britânica Amanda Levete, “não poderia existir em mais lado nenhum”, defendeu na altura. “O telhado é um fórum, um miradouro para o rio e também permite que nos voltemos de costas e apreciemos a zona antiga de Lisboa”, disse Levete. Para a jornalista da CNN, o MAAT “também simboliza as ambições de Lisboa para as artes”.

A Feira Internacional de Arte Contemporânea

A 35.ª edição da ARCO realizou-se no ano passado pela primeira vez fora de Espanha, em Lisboa. Este ano, a capital portuguesa voltou a acolher a Feira Internacional de Arte Contemporânea. Aconteceu no final de maio e contou com mais de 12.800 visitantes e a presença de 45 galerias de oito países, 18 delas portuguesas.

Os bairros históricos e criativos

A jornalista da CNN também referiu os bairros históricos lisboetas, alguns em remodelação, e que se tornaram morada para alguns dos espaços criativos que abriram na capital portuguesa. Mackay destaca alguns. Entre eles, o bairro de Santos:

Numa manhã ensolarada, as ruas do bairro de Santos, em Lisboa ecoam com os sons metálicos da construção. As redes e os andaimes cobrem as fachadas de muitos dos edifícios angustiados neste bairro histórico”, descreve a jornalista.

Mackay realça o facto de alguns “edifícios com nova decoração e fachadas de azulejo” de alguns bairros históricos da capital se terem transformado em “cafés, lojas de design ou galerias de arte, lado a lado com padarias tradicionais e restaurantes tradicionais”.

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