Incêndios

Pior ano de incêndios da década. 10% da floresta ardida é área protegida

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Ainda só existem as contas até final de agosto, mas 2017 já é o ano com mais área florestal ardida da década. Quase 10% da floresta afetada estava em área protegida.

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

As contas ainda só vão até ao final de agosto, mas 2017 é já o ano com mais área florestal ardida da última década. O relatório provisório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) aponta para uma área florestal ardida de 213.986 hectares, o que corresponde ao valor mais elevado desde 2007 e representa 234% mais do que a área média ardida nos últimos dez anos.

Os povoamentos florestais equivalem a mais de metade da área florestal ardida, com 115.187 hectares. Os outros 98.799 hectares afetados pelos incêndios eram mato.

Entre o espaço florestal que ardeu, quase 21 hectares (20.781 hectares), pertenciam à Rede Nacional de Áreas Protegidas, o que corresponde a quase 10% — especificamente 9,7% — da área total ardida. As zonas mais atingidas foram o Parque Natural do Douro Internacional, com 6.685 hectares atingidos, o que equivale a 7,7% da área total. No entanto, em termos relativos a zona protegida mais afetada foram o Monumento Natural das Portas de Ródão, que foi afetado em 60% da sua área) e a paisagem protegida da Serra da Gardunha, com 53% da sua área comprometida.

O distrito de Castelo Branco foi o mais afetado em área florestal ardida, com 37.234 hectares, o que representa cerca de 17% do total. O incêndio no concelho da Sertã foi o que atingiu maior espaço florestal, 29.752 hectares, o que corresponde a 80% do total ardido no distrito. O segundo fogo com maior área florestal foi o de Pedrógão Grande, em Leiria, atingindo 27.354 hectares. O terceiro maior fogo em área foi o de Góis (distrito de Coimbra), com 17.521 hectares.

Para este quadro negro, contribuíram as condições meteorológicas adversas especialmente favoráveis à propagação de fogos. No índice de severidade diário de seca 2017 é o segundo ano mais severo desde 2003, depois de 2005. Nestas condições, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) decretou 66 dias de alerta especial de nível amarelo ou superior, dos quais 28 dias em agosto. A maior área ardida foi registada em agosto apesar do número de ocorrências ter sido inferior ao valor médio para este mês.

O grosso da área florestal ardeu nos chamados grandes incêndios que afetam mais de cem hectares. Até 31 de agosto, houve o registo de 123 grandes incêndios que foram responsáveis por cerca de 90% do total do espaço florestal que ardeu. 28 fogos afetaram uma área superior a mil hectares.

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