Função Pública

Galamba: “Dificilmente haverá aumentos na função pública em 2019”

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"É melhor que sejam passos curtos e mais lentos do que acelerados e depois tenha de se voltar atrás", diz o porta-voz do Partido Socialista.

TIAGO PETINGA/LUSA

“É melhor que sejam passos curtos e mais lentos do que acelerados e depois tenha de se voltar atrás”, afirma João Galamba. E é por isso que “dificilmente haverá aumentos para a função pública em 2019”, aponta o porta-voz do Partido Socialista (PS), em entrevista à TSF que vai para o ar este sábado.

Aos microfones da estação radiofónica, João Galamba defende que “o Governo tem procurado fazer um equilíbrio entre as medidas de devolução de rendimentos, aumento da despesa ou diminuição da receita e a redução do défice” e esse é um equilíbrio que “terá de se manter”.

Questionado sobre se haverá aumentos reais de salários e pensões, caso a economia continue a crescer, João Galamba afirma que “é algo que terá de ser avaliado”. “Se houver espaço, deve haver aumentos salariais em linha com a inflação, mas temos de perceber que 2016 foi o ano do fim dos cortes salariais na função pública e também teve impacto em 2017, 2018 e 2019 serão anos em que o descongelamento das carreiras irá produzir efeito, também faseado. Eu diria que dificilmente poderá haver em cima disto aumentos salariais em 2019”.

Mas é uma questão de se avaliar, fazer as contas e ver se é ou não possível. Se for possível, esses aumentos devem existir. Se não for, os funcionários públicos compreenderão que já muito foi feito e não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, porque a pior coisa é pôr em perigo os passos que já se deram. É melhor que sejam passos curtos e mais lentos do que acelerados e depois tenha de se voltar atrás”.

João Galamba recusa, porém, comparar a situação atual com os aumentos de salários que houve em 2009, pela mão do governo de José Sócrates. Galamba não concorda que tenha sido um erro — o resgate viria pouco depois — e atira: “naquela altura, com os dados conhecidos, foi unânime. Ainda me lembro de Manuela Ferreira Leite dizer que era um aumento que já tardava e que era inteiramente justo”.

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