As séries que aí vêm. 20 razões para não se levantar do sofá em 2018

30 Dezembro 2017650

Uma série criada por Nuno Markl, outra baseada no universo de Stephen King, vários regressos esperado. Escolhemos 20 séries que deve marcar na agenda. Já.

Se passou 2017 com dificuldades em acompanhar tudo o queria ver, prepare-se: 2018 será pior. Veja o que quer e não se deixe influenciar. O importante é estar sintonizado com o que gosta (isto escrito assim até parece fácil). E deixe de ver as discussões em volta do futebol, até porque não vão ficar melhores.

O próximo ano trará uma série de estreias importantes e alguns regressos que não pode perder. Escolhemos dez de cada. Alguns arrancam nos próximos dias, por isso, marque já na agenda.

As estreias que já nos estão a pôr a salivar

“1986” (RTP1). Estreia a 6 de março de 2018

“1986” esteve para acontecer no ultimo trimestre de 2017, mas adiou-se a estreia para 6 de março de 2018, em jeito de celebração dos vinte e dois anos das eleições de Freitas do Amaral contra Soares É Fixe. É a primeira série criada por Nuno Markl, uma viagem à sua adolescência e ao bairro de Benfica da sua memória, co-escrita com Ana Markl, Filipe Homem Fonseca e Joana Stichini Vilela.

“9-1-1” (Fox Life). Estreia a 8 de janeiro, às 22h20

2018 será em cheio para a dupla Ryan Murphy e Brad Falchuk. Arrancará com a estreia de numa nova série, “9-1-1”, num tópico bem distante dos seus habituais, centrado em malta que responde a emergências, como polícias, paramédicos e bombeiros. A série contará com Angela Bassett, Peter Krause e Connie Britton. Meses mais tarde estreará “Pose”, série situada nos 1980 em Nova Iorque, da qual até agora se sabe pouco, mas que terá o maior elenco de actores transgénero até ao momento numa série de ficção. Acontecerá ainda o regresso de “American Crime Story”, depois de O.J. Simpson, o caso agora será em volta do assassinato de Gianni Versace (estreia na Fox Life, a 25 de janeiro, às 23h10); e de “Feud”, ainda sem data de estreia mas já com tema: o casamento do Príncipe Carlos e da Princesa Diana.

“Altered Carbon” (Netflix). Estreia a 2 de fevereiro de 2018

A adaptação do romance homónimo de Richard K. Morgan será uma das grandes estreias da Netflix no primeiro trimestre de 2018 (num ano cheio de estreias no serviço de streaming). Estão prometidos dez episódios deste intenso thriller de ficção científica, onde a sociedade está totalmente transformada pela tecnologia (sendo uma das maiores a digitalização das consciências e a colocação delas noutros corpos).

“The Ballad Of Buster Scruggs” (Netflix). Ainda sem data de estreia

Ainda há pouca informação sobre a estreia dos irmãos Joel e Ethan Coen na Netflix, mas é um acontecimento que tem de ser notícia e é, obviamente, uma das coisas mais esperadas de 2018. Principalmente quando não se vê nada realizado e escrito pelos Coen há quase dois anos (e “Salve, César!” não deixou boa memória). “Buster Scruggs” será uma série de antologia, composta por seis episódios.

“Castle Rock” (Hulu). Sem data de estreia em Portugal

J.J. Abrams adora tocar em vacas sagradas. Depois de “Star Trek” e “Star Wars”, é a vez de se atirar ao universo de Stephen King com “Castle Rock”, nome de uma cidade ficcional onde várias personagens e situações do universo de King se irão cruzar.

“The Chi” (Showtime). Sem data de estreia em Portugal

“The Chi” é a primeira criação para televisão de Lena Waithe, autora de um dos mais populares episódios de “Master Of None” (“Thanksgiving”), em volta de um grupo de adolescentes que vivem num bairro problemático no sul de Chicago. A série estreia a 7 de janeiro nos Estados Unidos da América mas ainda não há data para a estreia em Portugal.

“Maniac” (Netflix). Ainda sem data de estreia

“Maniac” é a adaptação norte-americana de uma série de humor negro norueguesa. O prato forte desta série de comédia é a presença de Jonah Hill e Emma Stone como protagonistas e a realização a cargo de Cary Fukunaga. Ainda pouco se sabe de como será a versão norte-americana, mas se for como a original, conte com uma alucinante viagem ao mundo tresloucado que existe na cabeça de dois pacientes de uma instituição mental.

“Mosaic” (HBO/TV Séries). Estreia a 22 de janeiro

A nova série de Steven Soderbergh não é uma série de televisão nem um filme. Apesar de estrear na televisão e de ter seis episódios. Há uma aplicação que já se pode baixar para o espectador criar a sua própria narrativa. A ideia é a coisa funcionar como uma espécie de videojogo, em que o espectador vê as coisas e depois constrói tudo à sua maneira pela via da tecnologia existente. Parece uma daquelas coisas bizarras destinadas a flop, mas é esperar para ver.

“Sharp Objects” (HBO/TV Séries). Estreia no verão

Amy Adams protagoniza esta mini-série de oito episódios, uma adaptação do popular romance homónimo de Gillian Flynn, em volta de uma repórter que volta à sua terra natal depois de uma temporada num hospital psiquiátrico e que começa a investigar a morte de duas raparigas.

“Waco” (Paramount Network). Sem data de estreia em Portugal

O cerco de “Waco” em Fevereiro de 1993 é uma daquelas histórias que só podiam acontecer nos Estados Unidos da América. Envolve grupos religiosos, armas, líderes doido-varridos, uma situação que durou 51 dias e que terminou com mais de 80 mortos. Ultimamente têm surgido alguns documentários e reportagens em volta do assunto, mas “Waco” promete ser a mini-série de seis (estreia a 24 de janeiro nos Estados Unidos da América) que vai pôr toda a gente a falar no assunto. Conta com Michael Shannon, Taylor Kitsch, Melissa Benoist e John Leguizamo nos principais papeis.

Novas temporadas de séries que nos deixam de papinho cheio

“Arrested Development” — Temporada 5 (Netflix). Ainda sem data de estreia

Pode-se sentar numa mesa a discutir qual a melhor série de comédia de sempre ou pode-se aceitar que é “Arrested Development”. Até porque é. A série criada por Mitchell Hurwitz, com narração de Ron Howard, e com a presença de Jason Bateman, Will Arnett, Jessica Walter, Michael Cera, Portia de Rossi, David Cross e Jeffrey Tambor regressa para uma nova temporada, a segunda na Netflix depois de ter sido resgatada pelo serviço de streaming em 2011. Foi a coisa mais notável que a Netflix fez e alguma vez fará. Precisamos e precisaremos sempre de mais histórias da família Bluth.

“Better Call Saul” — Temporada 4 (AMC/Netflix). Estreia em setembro

O spinoff de “Breaking Bad”, criado por Vince Gilligan e Peter Gould é um exemplo de como criar dentro de um universo que já existe e, para o qual, se sabe para onde se vai mas não se sabe como lá chegou. E a Netflix faz um ótimo serviço de nos fazer chegar novos episódios logo após a sua estreia. Agora só resta esperar até setembro.

“Crashing” – Temporada 2 (TV Séries). Estreia a 14 de janeiro

Pete Holmes e o seu “Crashing” foram uma das grandes surpresas do ano passado. A história semi-autobiográfica sobre o início de carreira de um comediante é uma espécie de “Louie” num estado de carreira menos avançado. O que Louis C.K. fez na sua série aos 40 anos, com duas filhas, divorciado e com uma carreira já sedimentada, Holmes faz no contexto de um tipo nos trinta, à procura do seu poiso e recém-divorciado.

“Ficheiros Secretos” – Temporada 11 (Fox). Estreia a 5 de janeiro, às 22h15

O regresso de “Ficheiros Secretos” em 2016 foi melhor do que se esperava, porque fez o que pouca gente estava à espera: não se levar a sério. Adensou bem a história principal da série, sem o peso que existia nos anos 1990, e teve alguns episódios genéricos que se revelaram bem divertidos. Se o que aí vem manter o mesmo registo, é um garante de que ainda há gente na indústria que sabe reaproveitar bem os objetos usados do passado.

“The Handmaid’s Tale” – Temporada 2 (Hulu). Estreia em abril

É sempre um bocado sem jeito quando adaptações de livros caminham para uma segunda temporada. Mas “The Handmaid’s Tale” foi uma das melhores coisas que nos passou pelo estreito no ano passado, por isso é impossível não querer pedir mais. A primeira temporada só chegou agora a Portugal, por isso é complicado de adivinhar quando os novos episódios no universo de Margaret Atwood estarão disponíveis no território do futuro campeão mundial de futebol.

“High Maintenance” – Temporada 2 (TV Séries). Estreia a 19 de janeiro

Na verdade esta será a oitava temporada de “High Maintenance”, pois aconteceram seis online antes da HBO comprar esta belíssima criação de Katja Blichfeld e Ben Sinclair. A primeira temporada na HBO estreou em 2016 e reaproveitava algumas histórias os episódios originais, mas foi muito além disso. “High Maintenance” acompanha um traficante de erva nas ruas de Nova Iorque, saltando rapidamente para a vida de personagens em sua volta (com que não estabelece muito contacto, apenas algum durante cada episódio). É uma magnífica série dramática sobre o não-acontecimento. Algo raríssimo na televisão e no cinema da atualidade.

“Jessica Jones” – Temporada 2 (Netflix). Estreia a 8 de março

Em 2018 existirão novas temporadas das séries de jeito do universo Marvel na Netflix: “Daredevil” (terceira temporada), “Luke Cage” (segunda temporada), ambas sem data de estreia, e a segunda temporada de “Jessica Jones”. “Jessica Jones” é o ponto algo de todas as adaptações da Marvel para televisão (“Daredevil” coca-lhe os calcanhares, mas não está lá), uma excelente contextualização de um super-herói a um universo urbano actual, recheado com as contradições, os medos e as dificuldades de viver numa grande cidade nos tempos actuais.

“Luther” – Temporada 5 (BBC). Ainda sem data de estreia

Numa altura em que o agente de Idris Elba tem tido dificuldade em arranjar-lhe bons papéis no cinema, é de esperar que Elba volte à boa forma na sua segunda personagem mais carismática (logo a seguir a Stringer Bell em “The Wire”, claro): John Luther, o Sherlock Holmes do século XXI que o mundo estava a precisar. Serão quatro novos episódios, nas mãos do habitualmente talentoso Neil Cross.

“True Detective” – Temporada 3 (HBO). Ainda sem data de estreia

Apesar de ainda não ter data de estreia assegurada para 2018, a confirmação de uma terceira temporada de “True Detective” surgiu mais ou menos ao mesmo tempo de que havia confirmação de que “Game Of Thrones” só voltaria em 2019. Por isso, é de esperar que a série-sucesso de 2014 regresse mais cedo do que esperado para fazer esquecer as mágoas deixadas por uma segunda temporada que agradou a muito poucos. Há boas notícias, Nic Pizzolatto está no controlo total da escrita destes episódios. Por isso, há razões para acreditar no melhor.

“Westworld” – Temporada 2 (HBO/TV Séries). Ainda sem data de estreia

A reinvenção do universo de Michael Crichton através das cabecinhas pensadoras de Jonathan Nolan e Lisa Joy tem uma tarefa difícil na segunda temporada: provar que consegue preencher a vaga que “Game Of Thrones” deixará quando acabar. Pela amostra da primeira temporada, Nolan e Joy estão a calçar sapatos bem largos, contudo deram umas boas dentadas no bolo da inteligência artificial e é só esperar se vão engonhar nisso ou dar algo inovador na ficção científica que consegue comunicar com o grande público.

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