Até ao meio-dia, o número de votantes era maior do que há cinco anos. Quatro horas, a tendência inverteu-se. Apenas 26,31% dos eleitores votaram até as 16 horas, de acordo com os dados revelados pela Comissão Nacional de Eleições. Em 2009, a taxa de afluência, à mesma hora, era de 26,8%, mais 0,49 por cento.

Ao meio-dia, tinham votado 12,14% dos eleitores, mais 0,30% do que nas eleições de há cinco anos – que estava nos 11,84%. A afluência às urnas dos eleitores comunitários não nacionais é que desceu muito: era de 2,55%, à mesma hora, face aos 26,82% de 2009.

Os boicotes das populações impediram a votação de 12 mil portugueses em, pelo menos, 12 freguesias do país segundo os dados divulgados de manhã pela Direção-geral da Administração Interna.

Jorge Miguéis, diretor-geral da Administração Interna, revelou à agência Lusa que as sete freguesias do concelho de Murça, com 6.952 eleitores, têm as urnas de voto encerradas, como protesto pelo encerramento de serviços e pela possibilidade de introdução de portagens na Autoestrada Transmontana.

Em Trofa, a reivindicação pela construção da linha de metro atrasou a abertura das portas da junta de freguesia de Muro, prevista para as 8 horas, segundo a agência Lusa. Os dez responsáveis pelas mesas de voto não compareceram, deixando de fora da votação 1.630 eleitores.

Em Murça, os membros das mesas não compareceram no edifício onde se realiza o ato eleitoral, como protesto contra o encerramento de serviços e a possível introdução de portagens na Autoestrada Transmontana.

Na Lousã, o acessos às duas mesas de voto da freguesia de Serpins foram bloqueados e 1.500 eleitores foram impedidos de votar.

A escola básica de Orjais, na Covilhã, também foi fechada a cadeado pela população, revela o Expresso, com cerca de 30 pessoas a guardar o portão. Em causa, está o eventual encerramento da escola, que obriga à transferência de 15 crianças para uma escola a sete quilómetros da freguesia. O protesto afetou 768 eleitores. Em Vale dos Rios, também na Covilhã, 768 eleitores foram impedidos de votar.

Na aldeia do Penedo, em Sintra, 15 pessoas fecharam as instalações da Tuna Euterpe União Penedense com uma corrente. O motivo do protesto está no encerramento de uma estrada, cortada à circulação desde 22 de janeiro. A GNR retirou a corrente, mas os moradores continuam a apelar à população para que não vote.

Em Ponte de Lima, não abriu a urna de voto da Gemieira, freguesia com 561 eleitores.