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Consumo

Apenas 8% dos portugueses fazem compras de supermercado online

Estudo da Kantar estima que o comércio online de bens de consumo rápido atinja os 39 mil milhões de euros em 2016.

Em portugal, só 8% dos consumidores compram bens de consumo rápido pela internet

Chris Hondros

Apenas 8% dos consumidores portugueses compra bens de consumo rápido pela internet, segundo o estudo divulgado esta terça-feira pela Kantar Worldpanel. Em penúltimo lugar no ranking, Portugal é dos países onde menos se compra mercearia pela redecom o comércio online a ser responsável por apenas 0,9% das vendas destes produtos. As estimativas apontam para que a quota de mercado ascenda a 1,4% em 2016.

A Coreia do Sul é a líder do ranking, com as estimativas a apontarem para que em 2016 o comércio online atinja uma quota de mercado de 13,8%, atualmente nos 10,2%. Em 2013, 55% dos consumidores coreanos usavam a intenet para fazer as compras para casa, “um valor excecionalmente alto, que não tem comparação com qualquer outro país do mundo”, lê-se no comunicado que acompanha o estudo.

A empresa de estudos de mercado estima que o comércio online mundial de bens de consumo rápido aumente 47% nos próximos dois anos, atingindo os 39,1 mil milhões de euros.

“Embora o online tenha uma pequena quota de mercado neste momento, todos os países estão a verificar um crescimento considerável. O futuro pertence aos distribuidores e marcas que aproveitem as oportunidades que são proporcionadas, para aumentar os seus mercados alvo”, refere Stéphane Roger, diretor de retalho na Kantar Worldpanel.

Entre os obstáculos que impedem distribuidores e marcas de se envolverem com o canal online, está o medo de que este tipo de presença virtual “canibalize” o comércio tradicional.

Entre os obstáculos que impedem distribuidores e marcas de se envolverem com o canal online, está o medo de que este tipo de presença virtual “canibalize” o comércio tradicional e de que os consumidores se tornem menos fiéis, avança a Kantar. Contudo, o estudo aponta que estas conclusões não correspondem às experiências reais dos consumidores.

“Uma das principais preocupações dos players FMCG [bens de consumo rápido] é que o e-commerce retire o gasto do canal físico. No entanto, isto também é um dos maiores equívocos. Ter uma oferta online ajuda a garantir vendas adicionais, em vez de canibalizar o gasto das lojas físicas”, explica Stéphane Roger.

Em 2017, estima-se que quase metade da população mundial (48%) tenha acesso à internet e que no final deste ano, o número de dispositivos móveis com ligação à rede exceda o número de pessoas do planeta, diz o estudo da Kantar. “Contudo, no que toca aos bens de consumo rápido, o comércio eletrónico ainda está a dar os primeiros passos, representando apenas 3,7% das vendas nos mercados que nós seguimos”, lê-se.

 

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