O PCP pediu esta quarta-feira a audição do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, para que preste esclarecimentos sobre a situação do Banco Espírito Santo (BES), advertindo para os riscos de se repetirem os casos do BPP ou BPN.

“Ao Governo e ao Banco de Portugal exige-se uma intervenção rigorosa e transparente e não a atitude de silêncio e cumplicidade determinada pela subordinação ao poder financeiro”, defendeu o PCP, no requerimento entregue hoje na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

Os deputados Paulo Sá e Miguel Tiago consideram que a situação no Grupo Espírito Santo “é a ponta do icebergue, cuja dimensão é difícil de prever” e defendem a necessidade de impedir que o processo de desagregação daquele grupo, principal acionista do BES, “não venha a ter consequências ainda mais desastrosas nos planos económico e social para o país”.

O PCP defendeu que o conteúdo das notícias que revelam a prática de irregularidades nas empresas do GES “exige o apuramento integral e até às últimas consequências dos responsáveis”.

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Advertindo para a “possibilidade real” de se virem a repetir uma situação “semelhante à do BPN ou do BPP, com custos para o país superiores a 6.000 milhões de euros”, o PCP manifestou ainda preocupação face as consequências de uma eventual “reestruturação que passe pelo despedimento de milhares de trabalhadores e a retirada de direitos”.