Apoiado pelo partido Ação Democrática, Enrique Franceschi era advogado, secretário da coligação opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) e presidia à Câmara Municipal de Arismendi (Rio Caribe). Foi encontrado morto, apunhalado, por um empregado que avisou a polícia, que iniciou as investigações para identificar os assassinos.

Ao ter conhecimento do ocorrido, centenas de pessoas concentraram-se junto da residência do autarca, onde se queixaram da alta insegurança que se regista no país e da incompetência das autoridades para a combater.

A MUD lamentou o acontecido, vincando num comunicado que o “crime demonstra, mais uma vez, o estado de desamparo dos venezuelanos e os níveis de insegurança no país e que apesar dos numerosos e muito promovidos mas fracassados programas de segurança, os indicadores não apontam reduções”.

“Condenamos o assassínio do nosso autarca Enrique Franceschi, tal como muitos venezuelanos que perderam a vida às mãos de criminosos e exigimos do Governo nacional que inicie de imediato uma profunda investigação”, afirmou o secretário daquela organização, Ramón Guillermo Aveledo.

Entretanto, o Ministério Público venezuelano anunciou que nomeou dois procuradores para investigar o assassinato. Segundo dados da organização não governamental Observatório Venezuelano de Violência, em 2013 foram assassinadas 24.763 pessoas na Venezuela, 79 por cada 100.000 habitantes.