Nuno Crato diz que as “falsidades” espalhadas pelo secretário-geral da Fenprof são “uma mancha grave neste processo”. O ministro da Educação foi ouvido esta tarde na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e disse à oposição para “pedirem contas” a Mário Nogueira pela “desinformação na véspera da prova e no dia da prova”.

Perante as acusações de “agir de má fé”, “tentar humilhar os professores” e de usar a prova “só para despedir”, Nuno Crato responde com o raciocínio inverso: “não estou a despedir os que não ficam, estou a colocar lá os melhores candidatos”. O ministro insiste, ainda, na “qualidade do ensino” como a razão principal para a realização das provas.

A pedido do Bloco de Esquerda, Nuno Crato foi ouvido esta quinta-feira na Assembleia da República e justificou também as datas que têm estado envoltas em polémica. “O que interessa é contar a data de publicação até à data da realização da prova, e essa contagem está absolutamente dentro da lei.”

Quanto às provas a que também foram submetidos os alunos, o ministro esclarece que o procedimento se estende a outras profissões: “Não há prova absolutamente nenhuma que avalia tudo, logo, fazemos aquilo que toda a gente faz nestas condições. Como fazem os candidatos a juízes ou a médicos, faz-se também o teste aos alunos.”