O asteróide batizado de 1950 DA pode estar numa rota de colisão com o planeta Terra. A boa notícia? A data de “chegada” aponta para daqui a oito séculos. Mais precisamente, a 16 de março de 2880. Este tem cerca de 1.000 metros de diâmetro, mas gira uma vez a cada duas horas e seis minutos. Nesse ritmo, a bola de rocha e poeira deveria desintegrar-se, o que não é o caso. Então, como se explica o fenómeno?

Um novo relatório da Universidade de Tennessee sugere que não pode ser apenas a gravidade a permitir que o asteróide se mantenha intacto. “Descobrimos que o 1950 DA está a girar mais rápido que o limite de rutura tendo em conta a sua densidade”, explicou, em comunicado, o investigador Ben Rozitis. “Então, se fosse apenas a gravidade a segurar este monte de pedras, como é geralmente assumido, [estas] voariam separadas”. O estudo em questão foi publicado no jornal de ciência Nature.

Em causa estão as forças de Van der Waals ou, então, forças de coesão nunca antes detetadas num asteróide, escreve a Nature World News. Em termos leigos, é uma forma de a ciência dizer que é algo semelhante ao facto de os lagartos conseguirem subir paredes, diz, por seu turno, o Huffington Post.

Com isto, o asteróide consegue ficar unido apesar do movimento de rotação incrivelmente rápido. O achado traz boas novas paras as gerações futuras: um pequeno impacto poderia quebrá-lo.

As últimas estimativas sugerem que existe uma pequena, mas significativa, hipótese de o 1950 DA dirigir-se para o planeta ao qual chamamos Terra, diz o Independent. Embora a possibilidade do desastre seja remota, é o asteróide com maior probabilidade de colidir com a Terra.