O protetor solar, essencial para nos proteger dos raios ultravioletas, está a preocupar os cientistas por uma razão diferente: as suas características químicas estão a espalhar-se pelos oceanos de uma forma perigosa, ao ritmo de cada mergulho.

Na última edição da revista científica Environmental Science & Technology, segundo o Quartz, um novo estudo explica que componentes como o dióxido de titânio e o óxido de zinco presentes, em elevadas percentagens, nos protetores solares estão a destruir o fitoplâncton — nada mais do que uma pequena alga que constitui a base da cadeia alimentar aquática.

Estas pequenas algas unicelulares são também produtores e capazes de realizarem a fotossíntese. Assim, além de contribuírem para o equilíbrio da fauna ainda têm um papel crucial na regeneração do ar. Isto acontece porque ao realizarem a fotossíntese permitem que o “mar” absorva o dióxido de carbono, ajudando a controlar os efeitos negativos dos combustíveis fósseis na temperatura atmosférica.

Os efeitos do protetor solar na pele, quase insivíveis ao olhar, são muito explícitos no trabalho fotográfico do artista Thomas Leveritt que mostra, através de uma câmera ultravioleta, os efeitos deste raios na pele e de que forma o protetor solar atua.

Eis o vídeo que mostra como o sol nos “vê”:

A “visão” ultravioleta mostra manchas pretas na pele nos sítios onde colocámos o protetor solar, sendo estas as barreiras que nos protegem do sol. Sem elas ficamos diretamente expostos aos raios solares e os níveis de desidratação da pele poderão tornar-se graves.

A exposição excessiva e desprotegida ao sol é responsável por 90% dos casos de cancro na pele.