Mais 18 imigrantes ilegais foram apanhados terça-feira a tentar entrar em Espanha, desta vez detetados pela Marinha Portuguesa. O navio-patrulha NRP Figueira da Foz está desde o início de agosto a patrulhar a costa sul de Espanha numa ação de vigilância de imigrantes ilegais da Frontex e na terça-feira à noite participou numa ação de resgate e detenção de imigrantes ilegais, a quinta desde que está em missão.

Os imigrantes foram detetados quando navegavam numa “patera” (embarcação de borracha, muitas vezes feita de pneus) ao largo do Cabo da Gata, perto de Almería. Diz a Marinha que os ocupantes são “presumivelmente de nacionalidade argelina” e todos “do género masculino”. Nas buscas, o navio português teve a ajuda de um helicóptero e uma embarcação do Sasemar (Serviço de Busca e Salvamento Marítimo de Espanha). Segundo a Marinha, “os sensores de bordo, radar e Sistema eletro-ótico com câmara térmica do navio foram essenciais na identificação e acompanhamento da embarcação infratora, enquanto se aguardava a chegada ao local dos meios de salvamento”.

O navio português só recolhe imigrantes em última análise, o que, mais uma vez não foi necessário. O NRP Figueira da Foz escoltou os meios envolvidos até ao porto de Almería.

A Marinha foi patrulhar as águas, incluída na missão ÍNDALO 2014, e fiscaliza a costa de Málaga desde o dia 1 de agosto, até ao final do mês. Mais de 500 horas de navegação para evitar a entrada de imigrantes ilegais no espaço europeu.

O navio de patrulha oceânico Figueira da Foz – um dos dois navios construídos recentemente pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para a Armada portuguesa – tem lá estado a ajudar os espanhóis a conter fluxo de imigração ilegal. Segundo dados da Frontex, a agência europeia que controla as fronteiras externas da união, houve um aumento de janeiro a junho de imigração ilegal nas fronteiras terrestres e por mar para Espanha de 32%, cerca de 3.330 pessoas. Mais ainda na zona de Itália: quase oito mil pessoas, o que representa um aumento de 251%. No total das fronteiras europeias do Mar Mediterrâneo, foram encontradas 78.290 imigrantes ilegais. Um aumento de 506%.

Nos primeiros 15 dias de missão, os portugueses participaram em quatro operações: uma por causa de tráfico de droga e três por causa de imigração ilegal.