A atividade eruptiva do vulcão Bardarbunga continua com uma intensidade semelhante 11 dias após o seu início, indicou hoje o Instituto de Meteorologia da Islândia.

A lava desloca-se em direção a leste a uma velocidade semelhante à dos dias anteriores e já abriu caminho até ao leito do rio Jökulsa a Fjöllum, mas o contacto entre magma e água não gerou atividade explosiva. Entre a meia-noite e as 11:55 de quarta-feira foram detetados cerca de 80 terramotos – um número muito inferior ao dos primeiros dias -, dos quais os dois mais fortes tiveram intensidade de 5.5 e 4.9 na escala de Richter, ambos registados na caldeira do Bardarbunga.

Os especialistas islandeses consideram três cenários como os mais prováveis: que a submersão da caldeira pare e a erupção diminua gradualmente, que a caldeira se afunde e prolongue ou reforce a erupção, e que se afunde provocando uma erupção na orla, o que derreteria grandes quantidades de gelo e causaria inundações.

As autoridades islandesas alertaram para possíveis consequências em pessoas com problemas respiratórios que residam no leste deste país nórdico, devido às emissões de gás do vulcão. O nível de alerta para a aviação sobre aquela zona continua a ser laranja, pelo que o tráfego aéreo se desenrola com normalidade.

A erupção vulcânica começou na madrugada de 31 de agosto numa fissura de cerca de 1,5 quilómetros situada no norte do glaciar Vatna jökull, em Holuhraun. O Bardarbunga é um dos vulcões de maior tamanho da Islândia e não entrava em erupção desde há mais de um século.

A erupção de outro vulcão islandês o Eyjafjallajökull, paralisou o tráfego aéreo europeu durante várias semanas em 2010, devido ao alastramento de uma nuvem de cinza a todo o continente.