Um líder estudantil do movimento pró-democracia de Hong Kong advertiu esta quinta-feira que os que protestam não recuarão e alargarão o movimento de ocupação a novos locais se o governo não responder às suas exigências.

“Sem uma explicação justa e sem ideias concretas sobre os meios de resolver o conflito, o povo de Hong Kong não vai bater em retirada”, declarou aos jornalistas Alex Chow, presidente da federação dos estudantes.

Chow adiantou que “os estudantes irão ocupar outros locais” se as suas reivindicações não forem satisfeitas.

Dezenas de milhares de pessoas têm saído à rua desde 28 de setembro na Região Administrativa Especial chinesa para pedir a instauração do sufrágio universal para a eleição direta do chefe do executivo, atualmente sujeita a seleção prévia dos candidatos ao cargo por um colégio eleitoral controlado por Pequim.

O protesto entretanto diminuiu e desde segunda-feira apenas um número reduzido de manifestantes continua a ocupar três locais em Hong Kong, onde as ruas estão bloqueadas com barricadas e os engarrafamentos são enormes.

Os estudantes, que têm estado na dianteira da contestação, devem encontrar-se com os representantes do executivo local na sexta-feira.

Alex Chow disse que os estudantes encaram com seriedade a abertura do diálogo, mas que esperam sinceridade por parte das autoridades.

Os deputados favoráveis ao movimento pró-democracia, por seu turno, declararam que vão participar na luta através do bloqueio, por exemplo, de novas nomeações do executivo ou de programas de trabalhos públicos não essenciais.

O deputado Alan Leong indicou que 23 dos 70 membros do conselho legislativo aceitaram participar na campanha de obstrução parlamentar.

“Hong Kong entra num período de desobediência e de não- cooperação”, disse à imprensa.