Foram muitas a sociedades portugueses que exploraram o interesse dos investidores particulares na aquisição de obrigações de empresas entre 2012 e 2013. EDP, Portugal Telecom, Brisa, Semapa e Continente foram algumas das entidades que colocaram a sua dívida junto dos aforradores, prometendo taxas até 7% por ano.

Desde então, a rendibilidade potencial das obrigações desceu acentuadamente, abrindo caminho aos que compraram os títulos a venderem com bons ganhos, mas afastando os potenciais interessados. Os analistas da Proteste Investe calculam, por exemplo, que os títulos da construtora Mota-Engil que se vencem em março de 2016 oferecem agora uma rendibilidade anual líquida de 1,55%, muito abaixo das taxas líquidas dos Certificados de Aforro.

Investir diretamente numa carteira de obrigações de empresas é desaconselhável, porque dificilmente conseguirá constituir uma carteira diversificada e porque o mercado obrigacionista é especialmente complicado de acompanhar. Prefira um bom fundo de obrigações.