Foi o PSD que “salvou” o país da “catástrofe financeira”, “salvou o Serviço Nacional de Saúde” e “o Estado social” enquanto o anterior Governo do PS “chamou a troika e aceitou uma série de compromissos a troco de 78 milhões de euros”. É assim a narrativa do novo tempo de antena do PSD que vai esta terça-feira para o ar e que recupera as caras do anterior Governo: para além de José Sócrates, aparece António Costa que foi o seu braço-direito no Executivo entre 2005 e 2007 (ano em que foi eleito pela primeira vez presidente da Câmara de Lisboa).

Costa, que surge no vídeo sentado ao lado de Sócrates na bancada do Governo no Parlamento, é agora candidato a primeiro-ministro pelo PS o que significa que vai disputar o lugar diretamente com Passos e o PSD já definiu o mote: colar sistematicamente Costa aos dois anteriores Governos de Sócrates. Costa foi ministro da Administração Interna durante dois anos.

“O Governo anterior deixou o país chegar ao ponto de já não ter dinheiro para pagar salários nem pensões”, ouve-se no tempo de antena, que se destina a apresentar o Orçamento do Estado para 2015 como “bom” para as famílias, reformados, os mais desfavorecidos e a economia.

 

O PSD garante que este Governo conseguirá, em 2015, pela primeira vez ter um défice abaixo dos 3%, apesar das previsões contrárias do BCE e do FMI e que Portugal é o país da Europa que “mais baixou” a taxa de desemprego – ainda esta semana um dos responsáveis do FMI, Subir Lall, dizia que “ninguém percebeu como é que o desemprego está a baixar”.

“Agora o que é preciso é manter esta mudança, esta linha coerente do Governo que põe o país à frente de tudo. E que garante que o futuro dos nossos filhos e netos ficará salvaguardado de aventuras”, afirma Passos Coelho no final do tempo de antena, que dura cerca de sete minutos, acrescentando que, no futuro, todos irão “recuperar um pouco o rendimento”.