Uma operação policial, iniciada na terça-feira, que durou 48 horas, acabou com um dos acampamentos do movimento que ocupa ruas da cidade há dois meses.

Os protestos voltaram a registar-se, esta madrugada, nas ruas do densamente povoado bairro de Mong Kok, quando centenas de manifestantes tentaram tomar as ruas do distrito, acabando por envolver-se em novos confrontos com a polícia.

Os agentes fizeram novamente uso de gás pimenta, recorrendo ainda aos bastões e escudos para tentar travar a investida dos manifestantes.

Por volta da meia-noite (17:00 de sexta-feira em Lisboa), centenas de cidadãos começaram a reunir-se no cruzamento entre as ruas Arglye e Nathan, onde desde 28 de setembro e até à passada quarta-feira, estavam montados acampamentos.

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Gritando “queremos sufrágio universal genuíno”, os manifestantes tentar parar o trânsito, utilizando caixotes do lixo, enquanto lançavam ovos e garrafas de água contra a polícia, segundo os ‘media’ locais.

A situação tornou-se caótica, segundo testemunhas, e a polícia voltou a carregar sobre os estudantes.

Como resultado, foram efetuadas 28 detenções e uma dezena de pessoas ficaram feridas, de acordo com a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

Este incidente ocorre dois dias depois de a polícia e funcionários judiciais terem eliminado as barricadas do acampamento em Mong Kok, numa operação que contou com 6000 efetivos.

Desde quarta-feira, dia em que as ruas desse distrito voltaram à normalidade após dois meses de paralisação, centenas de pessoas têm regressado às ruas do bairro todas as noites para as tentar voltar a ocupar.

Cerca de 200 pessoas foram detidas, incluindo dois líderes estudantis, e mais de meia centena ficaram feridas desde o arranque da operação de despejo de Mong Kok.