2014: Retrato Do Ano

O mundo em 2014: o ano do Estado Islâmico, quedas de aviões e do regresso do ébola

O mundo em 2014: o ano do Estado Islâmico, dos dois aviões desaparecidos da Malaysia Airlines, da crise geopolítica na Ucrânia e do regresso do surto do vírus do Ébola, que matou milhares de pessoas.

AFP/Getty Images

Putin, Vladimir Putin (e o seu país)

Carismático como sempre, Vladimir Putin e o país a que preside tiveram um papel central no ano que está quase a acabar.

Russian Prime Minister Vladimir Putin adjusts his sunglasses as he watches an air show during MAKS-2011, the International Aviation and Space Show, in Zhukovsky, outside Moscow, on August 17, 2011. AFP PHOTO / DMITRY KOSTYUKOV (Photo credit should read DMITRY KOSTYUKOV/AFP/Getty Images)

Vladimir Putin, presidente da Rússia (DMITRY KOSTYUKOV/AFP/Getty Images)

O anunciado regresso da Rússia à cena internacional, com a crise ucraniana, despertou os fantasmas da Guerra Fria apesar de decorrer num cenário muito diverso devido à ausência de ameaças de operações militares ou confrontos ideológicos. As denúncias ocidentais sobre a ingerência da Rússia no país vizinho, acompanhadas por diversas provocações e tensões, parecem ter feito regressar os acentos da Guerra fria.

Na última década, em particular, reforçou-se em Moscovo o sentimento de “fortaleza assediada” devido aos avanços da NATO e da UE para leste e a integração progressiva dos antigos “países irmãos” e das ex-repúblicas soviéticas do Báltico. Mas ao contrário de um regresso aos velhos demónios pós-Ialta, a generalidade dos comentadores deteta uma nova relação de forças que se delineia e onde Moscovo pretende assegurar o seu lugar.

Atingido por pesadas sanções ocidentais, justificadas pelo apoio de Moscovo aos separatistas russófonos do leste da Ucrânia, o Presidente Vladimir Putin denunciava no final de outubro os “pretensos vencedores da Guerra fria” que impõem as suas “regras” e conduzem ao “caos”.

Em tom mais alarmista, Mikhail Gorbatchov, o último dirigente da União Soviética, prognosticava em 9 de novembro uma “nova Guerra fria”, no dia em que se celebrava o 25º aniversário da queda do Muro de Berlim.

No entanto, a instauração de uma nova Guerra fria ainda parece carecer de vários atributos. “Já não existe uma confrontação militar semelhante à que opôs a NATO e o Pacto de Varsóvia. Hoje, nem a Rússia nem o ocidente estão preparados para grandes ofensivas”, considerou, em declarações à agência noticiosa AFP, o diretor do Centro de estudos políticos em Moscovo, Vladimir Evseiev. “Também já não existe confrontação ideológica. Decerto que existem diferendos, mas a Cortina de ferro deixou de existir e não vai voltar”, acrescentou.

Contudo, permanece e acentua-se uma luta de influências a nível mundial e regional. “Nesta perspetiva, a Guerra fria volta a ressurgir, decerto numa escala mais reduzida, mas com verdadeiros riscos de escalada”, opinou Sergey Radchenko, um especialista sobre Rússia na universidade britânica de Aberystwyth. Os ocidentais, habituados durante o início da época pós-soviética protagonizada por Boris Ieltsin a lidar com uma Rússia “submissa”, em crise económica e demográfica e aparentemente afastada das “grandes questões” do mundo, acabaram por ser surpreendidos pelo “despertar” do urso gigante do leste.

“O ocidente foi por diversas vezes brutal com a Rússia. Subestimou o nacionalismo russo e o orgulho dos russos. A Rússia é também dirigida por um homem obcecado pela grandeza russa que, em vez de acalmar a situação, a aprofunda”, analisou Philippe Moreau-Defarges, investigador no Instituto Francês das Relações Internacionais.

A revolução chegou à Ucrânia, mas ainda não acabou

SERGEY DOLZHENKO/EPA

A crise ucraniana, iniciada em 2013 com protestos populares em Kiev, justificou a anexação da Crimeia pelo vizinho russo, uma guerra civil e o agravamento das tensões entre Moscovo e o ocidente.

O início da crise coincidiu com a recusa do governo ucraniano do ex-presidente Viktor Ianukovich, líder do Partido da Regiões “pró-russo”, em assinar o acordo de associação com a UE, optando pelo reforço dos laços económicos com Moscovo. Reprimida de forma violenta, a contestação que se prolongou por três meses registou perto de 100 mortos, sobretudo entre os manifestantes, muitos enquadrados por forças nacionalistas radicais.

No limite ensaiou-se uma solução de compromisso num país tradicionalmente dividido entre um ocidente “pró-europeu” e um leste “russófono” mas o acordo de 21 de fevereiro, negociado com Ianukovich e a oposição por mediadores da UE e Rússia, nunca será aplicado.

(Documentário sobre os protestos em Kiev)

A atual situação de “múltiplas soberanias” foi provocada por três fatores: as decisões do novo governo de “transição” que contribuíram para a polarização social no país, a oportunidade política para os rebeldes russófonos do leste após a anexação da Crimeia pela Rússia em março, e a fraqueza do aparelho de Estado que tornou muito difícil a neutralização dos grupos armados. A revolta popular contribuiu para aproximar a Ucrânia do ocidente mas dividiu o país. E a sua exclusão das novas instituições centrais forneceu argumentos à rebelião armada nas regiões com população maioritariamente russa de Donetsk e Lugansk.

Assim, o prometido governo interino de “unidade nacional” foi preterido por um novo gabinete dirigido por Arseni Yatseniuk que não incluiu representantes do sul e leste que não apoiaram o “Euromaidan”, como ficou conhecida a vaga de contestação, e impôs medidas “punitivas” a essas regiões. A nova liderança optou ainda por assinar a componente política do acordo de Associação com a UE e ainda um empréstimo ao FMI, fazendo aumentar os receios entre os empresários e as populações do leste.

Em paralelo, diversas correntes de extrema-direita (Right Sector, Svoboda) envolvidas no ‘Euromaidan’ permaneciam ativas e integravam o governo, tornando-se numa perigosa ameaça para os novos dirigentes. Kiev também iniciou a legitimação o seu poder através de presidenciais que elegem em 25 de maio o oligarca e antigo ministro Petro Poroshenko.Ukrainian President Petro Poroshenko visits Poland

Antes, a UE e os EUA tinham assumido como objetivo manter o governo interino pró-ocidental, evitar uma guerra e contrariar a estratégia da Rússia. Mas também aprofundaram as fraturas internas, ao absterem-se de protestar contra a alteração (temporária) ao estatuto da língua russa ou a designação de nacionalistas xenófobos para o governo.

Sob pressão, Kiev admitiu em abril um certo grau de autonomia para as zonas “rebeldes” mas opôs-se a um sistema federal por recear um aumento da influência de Moscovo. Uma medida que surgiu demasiado tarde.

A anexação da península da Crimeia pela Rússia em março, na sequência de um referendo popular, o início da guerra civil no leste do país em abril e o derrube em julho de um avião da Malasya Airlines em território ucraniano perto da fronteira com a Rússia (298 mortos), com imediatas acusações mútuas entre exército ucraniano e separatistas, ampliaram a crise política e diplomática.

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Em 5 de setembro, Kiev e os rebeldes concluíram um acordo de cessar-fogo que acabou por ser violado quase diariamente. O ocidente continuou a denunciar a ingerência da Rússia, impôs pesadas sanções económicas a Moscovo, enquanto o conflito se agudizava e voltavam a derrapar as conversações em torno da “questão do gás”.

No início de dezembro, e na sequência das legislativas antecipadas de 26 de outubro assinaladas pela exclusão dos partidos “pró-russos”, foi anunciado um novo governo pró-ocidental em Kiev com uma norte-americana de origem ucraniana a ocupar a pasta das Finanças, um georgiano na Saúde e um lituano como ministro da Economia.

O balanço do conflito armado que se prolonga há oito meses entre o exército ucraniano e as milícias separatistas é dramático. Pelo menos 4.300 mortos, centenas de milhares de refugiados, uma economia à deriva, localidades inteiras destruídas.

E desde o início da trégua em 5 de setembro foram mortas mais de 1.000 pessoas, 13 novas vítimas por dia. 

Para quando uma cura para o vírus do ébola?

An health worker from Guinea's Red Cross wearing a Personal Protective Equipments (PPE) leaves the house of a victim of the Ebola virus in Patrice disitrict in Macenta, in Guinea on November 21, 2014.  The deadliest Ebola epidemic on record has killed more than 5,000 people in west Africa and infected almost three times that number, according to the World Health Organization. The virus emerged in Guinea at the start of the year and has infected around 1,900 Guineans, killing almost 1,200. AFP PHOTO KENZO TRIBOUILLARD        (Photo credit should read KENZO TRIBOUILLARD/AFP/Getty Images)

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A epidemia da febre hemorrágica Ébola começou há perto de um ano e assustou o mundo. Trata-se da “mais grave emergência dos tempos modernos”, afirmou a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.

Mais de 16.000 infetados e perto de 7.000 mortos, essencialmente na África Ocidental, informou no final de novembro a OMS, que admite que o número real de mortos será muito superior. A taxa de mortalidade rondará os 70%.

O surto iniciou-se na Guiné-Conacri no final de dezembro de 2013, mas o vírus na sua origem só é identificado a 22 de março e já regista 59 mortes. No final do mês, a Libéria confirma os dois primeiros casos. A Serra Leoa, o terceiro dos países mais afetados, confirma a primeira morte devido ao Ébola a 26 de maio. Estes três países registam mais de 95% dos mortos. No Mali, o último país atingido, a OMS dá conta de seis mortos em oito casos. A Nigéria, com oito mortos em 20 casos, e o Senegal, com um doente que se restabeleceu, também integraram a lista dos afetados, mas já foram declarados livres da doença.

Foram ainda registados quatro casos nos Estados Unidos (a 30 de setembro é diagnosticado o primeiro caso de Ébola fora do continente africano) e um em Espanha (confirmado a 6 de outubro, tendo a doente sobrevivivido). Na primeira linha do combate à doença, os profissionais de saúde contam-se entre as numerosas vítimas: 340 mortos entre 592 contaminados.

No início de abril, a OMS já classificava a epidemia como uma das “mais assustadoras” desde o aparecimento da doença há 40 anos e, nos finais de junho, os Médicos Sem Fronteiras alertaram que estava “fora de controlo”, assinalando que o surto não tem precedentes quanto à distribuição regional, ao número de infetados e de mortes.

O Fundo Monetário Internacional prevê que a epidemia pode reduzir o crescimento das economias da África Ocidental em mais de três pontos percentuais e o Banco Mundial estima que o seu custo possa chegar no pior cenário aos 32 mil milhões de dólares no final de 2015. O Fundo da ONU para a Alimentação e a Agricultura alertou para uma eventual crise alimentar nos três países mais afetados, com as quarentenas e restrições de deslocações a dificultarem as colheitas e a fazerem disparar os preços dos alimentos.

Em meados de agosto, o comité de peritos da OMS aprovou o uso de tratamentos experimentais e alguns doentes foram tratados com uma droga experimental, a ZMapp, cujos testes tiveram resultados promissores na cura de macacos infetados com Ébola. Duas vacinas, desenvolvidas pela GlaxoSmithKline e pela Newlink Genetics, deverão começar a ser testadas no início de 2015 nos países mais afetados na África Ocidental. A primeira, submetida a um ensaio clínico nos Estados Unidos, foi bem tolerada e desencadeou uma boa resposta imunitária.

Para a diretora-geral da OMS, a inexistência de tratamentos, ou vacinas para um vírus conhecido desde 1976 deve-se ao facto de “o Ébola ter sido histórica e geograficamente confinado a nações africanas pobres”. O atual surto “demonstra os perigos das crescentes desigualdades sociais e económicas no mundo”, acrescenta.

O avião que se evaporou

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O ano de 2014 está prestes a terminar sem que se resolva o mistério do avião da Malaysia Airlines desaparecido em março, com 239 pessoas a bordo, sem emitir qualquer mensagem de perigo ou pedido de socorro.

Por razões desconhecidas, o Boeing 777 que partiu na madrugada de 8 de março da capital malaia, Kuala Lumpur, com destino a Pequim, China, desviou-se da rota cerca de 40 minutos depois e seguiu para Ocidente, passando sobre a Malásia peninsular, em direção ao estreito de Malaca, altura em que os radares o perderam.

Após várias semanas de buscas, auxiliadas por imagens de satélite, e da localização de possíveis destroços do avião mais tarde desmentidas, as autoridades malaias anunciaram oficialmente, a 25 de março, que o voo MH370 se terá despenhado na zona sul do Oceano Índico e que não restariam esperanças de haver sobreviventes, embora sem que qualquer elemento material confirmasse esse cenário.

Mesmo depois desse anúncio, as operações de busca prosseguiram, em áreas geográficas diversas vezes alargadas, efetuadas por meios aéreos e navais de sete países (Austrália, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Japão, Malásia e Nova Zelândia), e com mais falsos alarmes de descoberta de destroços, pelo que o que aconteceu ao aparelho continua a ser uma incógnita.

Houve mais um avião da mesma companhia com um destino trágico: o MH 17 caiu em território ucraniano, desencadeando mais um problema para as relações com a Rússia – tendo em conta as suspeitas de que teriam sido os pró-separatistas, com apoio militar russo, a atirar contra o avião. A Rússia nunca reconheceu a entrega de tais equipamentos, os separatistas recusaram a autoria. Mas até a operação de recolha dos corpos se revelou difícil no terreno. No final, contaram-se centenas de mortos, de várias nacionalidades.

E depois da Al-Quaeda – o nascimento do Estado Islâmico

AFP/Getty Images

A proclamação de um “califado” no norte do Iraque e da Síria, a barbárie dos ‘jihadistas’ e o recrutamento de ocidentais através da internet colocaram o grupo extremista Estado Islâmico (EI) no centro da atualidade mundial em 2014. Milhares de jovens ocidentais, cerca de 3.000 deles europeus, integram as fileiras do grupo extremista sunita, suscitando o receio de que regressem aos países de origem para lançar ataques terroristas.

Portugueses serão apenas 10 a 15, mas, segundo diferentes serviços de informações, partiram para a Síria e Iraque cerca de 550 alemães, 500 britânicos, 400 franceses, 300 suecos e 250 belgas, entre outros.

Alguns países anunciaram novas leis antiterroristas e o coordenador europeu de contraterrorismo, Gilles de Kerchove, pediu uma revisão das regras do espaço Schengen de livre circulação para impedir os candidatos a ‘jihadistas’ de partir e vigiar os que regressam.

A difusão na internet de vídeos de qualidade quase profissional e a forte presença dos ‘jihadistas’ nas redes sociais são apontadas por especialistas como poderosas armas de recrutamento e propaganda. A internet tornou-se “um centro de controlo e comando” para o Estado Islâmico (EI), “o primeiro grupo terrorista cujos membros cresceram com a internet” e sabem “tirar o máximo da natureza descentralizada das redes sociais (…) criando e animando o seu próprio ministério de informação”, explicaram os peritos Robert Hannigan e Richard Barret.

A violência extrema dos ‘jihadistas’ captou a atenção mundial sobretudo depois do ataque, em julho, à minoria curda iraquiana yazidi, com a denúncia de conversões forçadas, violações e sequestros e com milhares de refugiados nas montanhas sem alimentos nem água.

Um relatório da ONU divulgado em agosto refere que o EI instaurou “um reino de terror” na Síria, com massacres de minorias, decapitações, crucificações e apedrejamento de homens, mulheres e crianças, violações, casamentos forçados, destruição de templos. No final de agosto começam a surgir os vídeos das decapitações de ocidentais: dois jornalistas norte-americanos, James Foley e Steven Sotlof, e três membros de organizações humanitárias, os britânicos David Haines e Alan Henning e o norte-americano Peter Kassig.

Screengrab from the ISIS video showing the execution of James Foley

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, nos cinco meses que se seguiram à proclamação do “califado”, os ‘jihadistas’ executaram quase 1.500 pessoas, mais de metade delas civis.

O grupo surgiu há dez anos como ramo da Al-Qaida no Iraque, responsável por centenas de ataques contra a maioria xiita e as forças iraquianas.

Em abril de 2013, o líder, Abu Bakr al-Baghdadi, anunciou a fusão do Estado Islâmico do Iraque com a Frente al-Nosra da Síria sob uma nova designação: Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) – ISIS ou ISIL no acrónimo em inglês ou Daesh na transliteração do árabe. A Al-Nosra recusou a fusão e subordinou-se ao líder da Al-Qaida, Zayman al-Zawahiri, que desassociou o ISIS da rede fundada por Bin Laden.

Na Síria, combatendo tanto as forças do regime de Bashar al-Assad como outras forças rebeldes, o grupo conseguiu estabelecer uma “capital” em Raqa, controlar boa parte da província de Deir Ezzor e estabelecer posições na de Alepo. No Iraque, com o apoio de antigos militares do regime de Saddam Hussein e de grupos salafitas, o EI fixou-se em janeiro na província de Al-Anbar e, em junho, conquistou a segunda cidade do país, Mossul, parte da respetiva província, Ninive , e setores das de Diyala (leste), Salaheddine e Kirkuk.

Em agosto, uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos e integrada por vários países árabes lançou os primeiros ataques aéreos no norte do Iraque e, em setembro, as operações estenderam-se ao norte da Síria. Quando proclamou o “califado” e a mudança de nome para Estado Islâmico, a 29 de junho, Al-Baghadi afirmou que ele se estende de Alepo, no norte da Síria, a Diyala, no leste do Iraque, cidades que distam, em linha reta, cerca de 780 quilómetros.

Estima-se que cerca de seis milhões de pessoas vivam em zonas controladas pelo grupo de ambos os lados da fronteira sírio-iraquiana. Segundo serviços de informações estrangeiros, o EI tem entre 20.000 e 30.000 combatentes, 15.000 deles estrangeiros oriundos da Tunísia, Arábia Saudita, Marrocos, Jordânia e Turquia.

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