Nos media, o ébola tem estado mais desaparecido, mas isso não quer dizer que já não existam casos, nem tão pouco que não sejam graves. Em Londres, está internada uma enfermeira de 39 anos que foi contagiada pelo vírus do ébola na Serra Leoa e está em estado crítico.

A enfermeira está internada há vários dias no Royal Free Hospital, em Londres, mas nos últimos dois dias conheceu um agravamento do estado de saúde, de acordo com o jornal The Guardian.

“O Royal Free London lamenta anunciar que o estado de Pauline Cafferkey se deteriorou progressivamente nos últimos dois dias e está agora em estado crítico”, informou o hospital num comunicado no site.

A enfermeira trabalhou como voluntária no país africano ao serviço da associação “Save the children” e chegou a Londres num voo via Casablanca, Marrocos. Nos últimos dias, a enfermeira em sido acompanhada por experts na doença, que não conseguiram evitar no entanto o degradar das condições.

Antes de ir para o hospital londrino, a enfermeira foi vista em Glasgow, na segunda-feira de manhã. Entretanto, Pauline recebeu um novo tratamento anti-viral com plasma sanguíneo de sobreviventes ao ébola, ainda em fase de experiência, que ainda não deu provas de que é eficaz.

Além de Pauline, no Reino Unido, já tinha havido outro caso de ébola entre britânicos. O primeiro foi outro enfermeiro, William Pooley, que contraiu o vírus em agosto, quando trabalhava na Serra leoa, mas que conseguiu recuperar depois de ser repatriado para Londres e receber tratamento no Royal Free Hospital.

O balanço mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado a 31 de dezembro, refere que mais de 20.000 pessoas já foram infetadas com o vírus Ébola nos três países da África Ocidental mais afetados e 7.890 morreram.

Segundo aquelas informações, relativas aos casos registados até 28 de dezembro, a Serra Leoa, o país com mais casos, registou 9.446 casos, 2.758 mortais. Na Guiné-Conacri, a OMS registou 2.707 casos, 1.708 deles mortais.

Fora destes três países mais atingidos, o balanço de casos mortais mantém-se igual ao anterior – seis no Mali, um nos Estados Unidos e oito na Nigéria -, mas há mais um país com um caso de infeção declarado, o Reino Unido.