Os dois irmãos jihadistas que mataram, na quarta-feira, 12 pessoas no atentado contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo não tinham ligações à Argélia, assegurou o ministro dos Negócios Estrangeiros argelino, Ramtane Lamamra.

“Nunca estiveram interessados em obter a nacionalidade argelina, mesmo quando o pai a tinha”, disse Lamamra à rádio francesa RFI.

Said Kouachi, de 34 anos, e Cherif , de 32, filhos de pais argelinos mas nascidos em França, foram mortos na sexta-feira pela polícia, depois de se terem barricado numa gráfica nos arredores de Paris.

“É importante não identificar estes cidadãos franceses pelas suas origens”, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros argelino, que participou hoje, em Paris, na marcha de solidariedade com as vítimas do atentado terrorista.

A Argélia é um dos países onde a jihad islâmica tem células ativas.

Desde quarta-feira, registaram-se três incidentes violentos na capital francesa (incluindo um sequestro) que, no total, fizeram 20 mortos e começaram com o ataque ao Charlie Hebdo.

Depois de dois dias em fuga, os dois suspeitos do ataque, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, foram mortos na sexta-feira na sequência do ataque de forças de elite francesas a uma gráfica, em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde se barricaram.

Na quinta-feira, foi morta uma agente da polícia municipal, a sul de Paris, tendo a polícia estabelecido “uma conexão” entre os dois jihadistas suspeitos do atentado ao Charlie Hebdo e o presumível assassino.

Na sexta-feira, ao fim da manhã, cinco pessoas foram mortas num supermercado ‘kosher’ (judaico) do leste de Paris, numa tomada de reféns, incluindo o autor do sequestro, que foi igualmente morto durante a operação policial.