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Atentados de Paris

Imigração “complica as coisas” – Ex-presidente Nicolas Sarkozy

A seguir aos atentados em França, Sarkozy nega que a imigração seja a causa do terrorismo, mas diz que "complica as coisas".

MATTHIEU ALEXANDRE/POOL/EPA

O antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy considerou hoje, na sequência dos atentados terroristas da semana passada em Paris, que a imigração “não está ligada ao terrorismo, mas complica as coisas”.

“A questão da imigração vai ser tema de um debate extremamente aprofundado, porque não podemos continuar assim. A imigração, com a qual temos problemas em lidar, cria o problema da integração, que cria o comunitarismo”, em que as pessoas se identificam com a sua comunidade, disse o atual presidente da União para um Movimento Popular (UMP, conservador), de acordo com a agência noticiosa francesa AFP.

Sarkozy defendeu a criação de uma comissão para investigar as causas dos atentados terroristas de Paris, na semana passada, e para analisar a resposta das autoridades, embora tenha considerado que o presidente francês, François Hollande, fez “o que devia ter sido feito”, em declarações à emissora RTL, citadas pela agência noticiosa espanhola EFE.

Nos próximos dias, o presidente da UMP vai reunir-se com diferentes líderes religiosos franceses para analisar o papel que podem desempenhar as várias confissões na abordagem do problema do extremismo, “incluindo os representantes do islão, porque têm a sua parte de responsabilidade para apaziguar e unir”.

Sobre as manifestações contra o terrorismo, nas quais participaram 3,7 milhões de franceses, no domingo, Nicolas Sarkozy declarou que os seus compatriotas souberam mostrar “um país que faz de um drama uma oportunidade para se erguer, para reagir, para ser corajoso, para estar unido. Uma boa lição de vida”.

Desde quarta-feira passada, registaram-se três incidentes violentos na capital francesa, incluindo um sequestro, que, no total, fizeram 20 mortos, incluindo os três autores dos atentados, e começaram com o ataque ao semanário satírico Charlie Hebdo.

Depois de dois dias em fuga, os dois suspeitos do ataque, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, foram mortos na sexta-feira, na sequência do ataque de forças de elite francesas a uma gráfica, em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde se tinham barricado.

Na quinta-feira, foi morta uma agente da polícia municipal, no sul de Paris, tendo a polícia estabelecido “uma ligação” entre os dois ‘jihadistas’ suspeitos do atentado ao Charlie Hebdo e o presumível assassino.

Na sexta-feira, ao fim da manhã, cinco pessoas foram mortas num supermercado ‘kosher’ (judaico), no leste de Paris, numa tomada de reféns, incluindo o autor do sequestro, que foi morto durante a operação policial.

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