Os juros da dívida portuguesa estavam esta quarta-feira a subir em todos os prazos em relação a terça-feira, depois de Portugal ter colocado 5,5 mil milhões de euros em dívida de longo prazo. Hoje, cerca das 08h45 de Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,687%, depois de terem terminado na terça-feira a 2,656% e de terem descido até ao mínimo de sempre de 2,418% a 02 de janeiro passado.

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a subir para 0,446%, depois de terem terminado a 0,430% na terça-feira e de terem descido até ao mínimo histórico, de 0,416%, a 08 de janeiro. No prazo de cinco anos, os juros também estavam a subir, para 1,521%, contra 1,506% na terça-feira e o mínimo de sempre, de 1,257%, a 02 de janeiro.

O ICGP confirmou na terça-feira que colocou no mercado 3.500 milhões em dívida a 10 anos e 2.000 milhões a 30 anos, totalizando os 5.500 milhões de euros, tendo a maioria sido comprada por investidores britânicos. Em comunicado, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) informou que a taxa de cupão para os títulos a 10 anos foi de 2,875%, ou seja, 210 pontos acima da taxa de mercado, o que representa o valor “mais baixo alguma vez pago” por Portugal nesta maturidade.

Os títulos a 30 anos foram colocados a 282 pontos acima da taxa média do mercado, sendo a taxa de cupão de 4,1%, segundo informação do IGCP. “Portugal viu uma boa janela para entrar no mercado”, referiu a agência liderada por Cristina Casalinho, explicando que “beneficiou de um ambiente construtivo e da procura dos investidores”.

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar. O programa de ajustamento solicitado por Portugal à ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam estáveis a cinco anos e a cair a dez anos, enquanto os de Itália e de Espanha estavam a cair em todos os prazos. Em relação aos juros da Grécia a cinco e a dez anos, os únicos prazos disponíveis para este país, estes estavam a cair em ambos os prazos.