O ex-líder do PSD Luís Marques Mendes afirmou hoje que o défice orçamental terá ficado entre os 3,5% e os 3,7% no ano passado, não explicando no entanto se este valor inclui os efeitos extraordinários já descontados pela troika mas não pelas autoridades estatísticas, como são os empréstimos às empresas de transportes.

O Governo tinha acordado com a troika uma meta de 4% do défice este ano, mas prevê que o valor atinja os 4,8% devido a empréstimos não previstos a empresas de transportes. Estes efeitos não vão ser tidos em conta pela Europa na meta acordada com o Conselho Europeu, ao abrigo do Procedimento dos Défices Excessivos, mas surgirás nas estatísticas finais.

Hoje, Marques Mendes, no seu espaço habitual de comentário na Sic, avança que o Governo já tem uma estimativa para o défice orçamental que recai entre os 3,5% e os 3,7% do PIB este ano, mas não explica se é face ao valor que não considera os efeitos extraordinários.

O comentador criticou o Governo por não aproveitar para vender esta ‘vitória’ política e considerou que os governantes “em matéria política são uns anjinhos, uns meninos de coro”.

António Costa faz-se de morto

O social-democrata comentou ainda a atualidade no maior partido da oposição, falando de um alegado mau-estar dentro do Partido Socialista (PS). Para Marques Mendes, os socialistas esperavam que António Costa fosse “uma televisão a cores”, em contraponto com a “televisão a preto e branco” que seria António José Seguro, mas o resultado é “uma televisão a cores sem grande brilho”.

Marques Mendes diz que António Costa é “muito igual a Seguro” nos discursos e na atitude, onde “parece estar a fazer-se um bocadinho de morto”. O comentador diz que Costa devia fazer uma “certa retratação do passado” do PS e “apresentar tao rápido quanto possível as suas propostas”