A Jordânia confirmou esta quinta-feira ter lançado um ataque aéreo sobre o Estado Islâmico, conforme noticiou a agência France Presse. A televisão estatal jordana referiu que o bombardeamento tinha ocorrido na província de al-Raqqa na Síria, embora o governo não tenha referido a localização exata do ataque. Porém os meios de comunicação iraquianos referem que o ataque terá sido em Mosul, no Iraque.

Como forma de tributo, os caças jordanos sobrevoaram al-Karak, a cidade do piloto, e a capital jordana, Amã, depois de completarem a missão – “tirar os terroristas cobardes dos seus buracos”, como escreveu no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Nasser Judeh.

O site noticioso i24news, citando os meios de comunicação iraquianos, refere que na quarta-feira Jordânia terá realizado um ataque aéreo no Iraque, perto de Mosul. Este bombardeamento, a confirmar-se, terá morto 55 jihadistas, incluindo comandante do Estado Islâmico conhecido por “Príncipe do Nineveh”. O Observador não conseguiu confirmar se os ataques aéreos terão acontecido em ambos os países, Síria e Iraque, ou se ambas as referências dizem respeito a um único ataque.

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A retaliação vem depois da morte do piloto jordano

Depois de na terça-feira o Estado Islâmico ter divulgado um vídeo com a alegada execução do piloto jordano, capturado em dezembro de 2014 na Síria, a Jordânia jurou vingança. A retaliação começou logo na quarta-feira com a execução de dois jihadistas que estavam presos no país e condenados à morte.

O piloto Mu’adh al-Kasasbeh pertencia a uma influente família jordana, justificando o empenho da Jordânia em salvar o piloto e todas as negociações de libertação mantidas com o Estado Islâmico. Este quinta-feira o Rei Abdullah II visitou a cidade natal de al-Kasasbeh para apresentar pessoalmente condolências à família, referiu a Bloomberg.

O piloto al-Kasasbeh foi capturado depois de o avião que pilotava ter caído perto de al-Raqqa, na Síria. A captura de pilotos e outros militares e a falta de capacidade de os resgatar tem preocupado os Emirados Árabes Unidos e a Turquia – estados-membros da coligação de combate ao Estado Islâmico no Iraque e Síria, que também conta com os Estados Unidos e a Jordânia.

Os acontecimentos desta última semana levaram os Emirados Árabes Unidos a retirarem-se dos bombardeamentos aéreos, ainda que se mantenha na coligação, noticiou o Telegraph. Na Jordânia receia-se que a captura do piloto leve a manifestações contra a ação do país no combate ao Estado Islâmico, mas ao mesmo tempo as pessoas manifestam uma vontade de vingança pela morte de al-Kasasbeh.