O procurador alemão diz que o copiloto responsável pela queda do Airbus 320 da Germanwings, na semana passada, tinha tendências suicidas antes mesmo de conseguir a licença de voo e estava a ser tratado havia vários anos, antes mesmo de Andreas Lubitz conseguir a licença para ser piloto. Para investigar o caso, os responsáveis alemães vão criar uma comissão especial que vai investigar o acidente, mas seguindo a linha de inquérito de homicídio.

Além disso, Christoph Kumpa, o procurador alemão que deu uma conferência de imprensa em Dusseldorf, terra natal de Andreas Lubitz, diz que não foram encontradas provas de que o copiloto estivesse fisicamente doente no dia do acidente.

“O c-piloto estava a fazer tratamento de psicoterapia desde há bastante tempo, antes mesmo de conseguir a licença para pilotar, por serem observadas tendências suicidas”, disse o procurador. No entanto, acrescentou o mesmo procurador, durante o tempo que se seguiu Andreas Lubitz teve mais consultas com médicos, sem que fossem notadas tendências suicidas ou agressividade para com terceiros. Além disso, nas buscas não foi encontrada nenhuma carta de suicídio.

Durante a conferência de imprensa, o responsável alemão disse que as autoridades daquele país criaram uma comissão para investigar o homicídio. É esta a nova linha de investigação que está a ser tomada, garantiu o procurador de Dusselforf. Para a investigação foram designados 50 detetives da polícia local que farão assim parte de um grupo de 200 investigadores, uma das maiores investigações da cidade.

De acordo com a Bloomberg, as autoridades estão a tentar provar as descobertas iniciais de que Andreas Lubitz se trancou no cockpit impedindo a entrada do piloto e despenhando o avião contra a montanha.

As últimas suspeitas são que Adreas Lubitz estava a ser medicado para depressão longa que poderia pôr fim à sua carreira como piloto. O Bild Zeitung avança que os procuradores encontraram receitas não usadas de antidepressivos. Sobre este assunto, o procurador remeteu informações para mais tarde. O copiloto terá mesmo rasgado a decisão dos médicos que o declarava inapto para trabalhar, incluindo no dia do acidente, o que dá a entender que o alemão tentou esconder o diagnóstico.