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Austrália

Confrontos entre manifestantes anti-islamismo e antirracistas na Austrália

Australianos anti-islamismo manifestaram-se "em defesa da identidade australiana" e entraram em confronto com as contramanifestações de ativistas antirracistas.

"Não ao Islão, não à sharia, não ao halal", diziam alguns cartazes dos manifestantes

MICK TSIKAS/EPA

Centenas de pessoas protestaram hoje “em defesa da identidade australiana” e contra o que consideram ser a islamização do país, em várias manifestações que acabaram em confrontos com ativistas antirracistas.

O coletivo “Recuperar Austrália” organizou concentrações numa dezena de cidades onde os manifestantes ostentaram bandeiras australianas e mostraram cartazes onde se podia ler “Não ao Islão, não à sharia [lei islâmica], não ao halal [comida autorizada para muçulmanos] “.

Os organizadores negaram que os protestos fossem contra os muçulmanos e insistiram que apenas contestam o extremismo islamita.

“Não estamos contra nenhuma raça ou religião em particular. Estamos contra os extremistas de uma religião em particular”, disse um dos organizadores dos protestos.

Os protestos suscitaram a realização de contramanifestações de ativistas antirracistas que acusaram o movimento “Recuperar Austrália” de ser antimuçulmano.

“Isto é claramente um ataque aos muçulmanos e à comunidade muçulmana neste país. Tudo é sobre a comida halal, a lei islâmica, proibir a burca”, disse uma das organizadoras de uma contramanifestação em Sidney.

Manifestantes dos dois grupos trocaram insultos e, em alguns casos, chegaram mesmo a confrontarem-se, o que obrigou à intervenção da polícia.

Em Sidney, cerca de 500 pessoas concentraram-se nas imediações da cafetaria onde em dezembro um homem, que se dizia inspirado pelo movimento autodenominado Estado Islâmico, se barricou, acabando por morrer juntamente com dois reféns.

Em Melbourne, polícias a cavalo tiveram que colocar-se entre os dois grupos para evitar os confrontos.

Realizaram-se ainda manifestações em Brisbane, Adelaide, Perth e Hobart, onde um homem que participava na marcha do “Recuperar Austrália” foi detido e acusado de assalto depois de confrontos entre o seu grupo e os defensores do multiculturalismo.

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