A fêmea de Lince Ibérico encontrada morta a 12 de março na região de Mértola foi envenenada, segundo os resultados da autópsia, divulgados esta quinta-feira pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O caso vai agora ser seguido pelos Serviços do Ministério Público em Beja.

Kayakweru nasceu em 2013, no Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico, em Silves, e foi libertada na zona do vale do Guadiana a 25 de fevereiro de 2015, com mais cinco espécimes. A operação ocorreu no âmbito do Programa Nacional para a Conservação do Lince Ibérico (PACLIP).

Uma brigada cinotécnica vai continuar a trabalhar periodicamente na zona do vale do Guadiana, para detetar e controlar venenos. Objetivo: prevenir e mitigar a morbilidade potencial do Lince Ibérico. O ICNF já afirmou que vai continuar a desenvolver os esforços necessários à minimização de riscos de morte na região, juntamente com o SEPNA (Missão Geral do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, da GNR).

Kayakweru tinha sido libertada na natureza a 25 de fevereiro, no âmbito do programa de reintrodução da espécie Lince Ibérico que Portugal está a desenvolver com Espanha, e estava sob vigilância do ICNF. Tinha sido criada em cativeiro no Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico, em Silves.

Atropelamento e falta de alimento são os dois riscos que mais ameaçam a sobrevivência da espécie. A principal presa é o coelho bravo.