Em três anos, meio milhão de contas ativas e 70% das grandes marcas nacionais registadas na plataforma. A PayPal revelou esta quinta-feira os dados que fazem o balanço desde que se estreou em mercado português, pela voz de Miguel Fernandes, responsável pela empresa no país e por Paco Moreno, responsável pela comunicação da marca em Portugal e Espanha.

Na Península Ibérica, há quatro milhões de contas ativas e, em todo o mundo, serão cerca de 165 milhões. Por contas ativas, entende-se o número de utilizadores que fizeram, pelo menos, uma transação online através deste sistema de pagamento, nos últimos 12 meses.

Entre as empresas que já incorporaram este sistema nas suas lojas online, incluem-se todas as do grupo Sonae (Continente, Worten, Zippy, Sport Zone, etc), Netviagens, TAP, Rede Expressos, a recente one bilion dollar company Farfetch, entre outros. A nível global, é possível encontrar o sistema de pagamento PayPal em 100 milhões de comerciantes, de 203 mercados e fazer compras em cerca de 100 moedas diferentes.

“Focámo-nos muito no cliente português”, disse Miguel Fernandes sobre a estratégia para o nosso país, acrescentando que a empresa se tem empenhado em fomentar o comércio online interno em Portugal, nos últimos dois anos, e que o próximo passo é ajudar as marcas a ir para fora.

“O PayPal foi uma ajuda para [o comércio online] chegar a países onde o cartão de crédito não é muito utilizado. Porque com o selo PayPal as pessoas sentem-se mais seguras ao fazer compras online”, diz Miguel Fernandes.

Aos comerciantes, a empresa fornece serviços de apoio de internacionalização do negócio e de otimização das loja online, com especial enfoque para os dispositivos móveis. Segundo o responsável pela PayPal em Portugal, cerca de 20% das compras efetuadas através deste sistema de pagamento ocorrem em dispositivos móveis. “Há três anos que estamos a evangelizar para a importância do mobile”, referiu.

Equipas na Ásia, Europa e América a prevenir a fraude

Em Portugal, a grande maioria das empresas que aderiu a este sistema de pagamento são de pequena ou média dimensão. “As grandes dificuldades das marcas passam por arranjar novos clientes e o PayPal veio ajudá-las [nesse sentido]”, afirmou Miguel Fernandes.

Por cada compra efetuada através do PayPal, o comerciante paga uma taxa variável à empresa. Quanto mais vendas fizer, menos paga. O cliente não tem custos com esta utilização.

Além de sistema de pagamento, a plataforma funciona como mediadora de conflitos, entre compradores e vendedores. Para prevenir e atuar em caso de fraude, a empresa tem cerca de 2.500 pessoas em equipas na Ásia, Europa e América, que monitorizam as transações 24 horas por dia.

“São 15 anos de experiência na deteção da fraude, com mecanismos que temos vindo a otimizar”, disse Miguel Fernandes, acrescentando que a principal preocupação da empresa é a segurança.

Em Portugal, os consumidores compram mais produtos de moda, eletrónica e viagens. O universo de pessoas que utiliza a internet para fazer as compras ronda os 2,5 milhões e o cartão de crédito continua a ser o grande concorrente do PayPal.

“A crise foi uma grande oportunidade para as empresas ‘online’. O consumidor passou a ser mais racional e menos emocional”, disse Miguel Fernandes.

O PayPal permite que as empresas ou os consumidores enviem ou recebam pagamentos online, em tempo real, sem terem de revelar os dados da sua conta bancária ao comerciante. A rede baseia-se na infraestrutura financeira de contas bancárias e cartões de crédito já existente.

As receitas da PayPal em 2014 foram de 7,3 mil milhões de euros, mais 19% do que no ano anterior, e representaram 44% das receitas totais da casa mãe eBay (de quem se vai separar, através de um spin-off, no verão). O volume de pagamentos fixou-se nos 212,2 milhões de euros no mesmo ano, mais 34% do que em 2013.