País

Eusébio. Cortejo pára Lisboa numa sexta à tarde

Dulce Pontes e Rui Veloso vão cantar o hino para Eusébio. Veja aqui o programa oficial da cerimónia de trasladação de Eusébio para o Panteão Nacional.

O Panter Negra vai para o panteão onde já estão Sophia, Humberto Delgado, Aquilino, Amália, entre outros

TIAGO PETINGA/LUSA

São raras as pessoas para quem uma viagem começa no cemitério e acaba na Igreja de Santa Engrácia. Aconteceu com Sophia de Mello Breyner em julho passado, vai acontecer com Eusébio em julho próximo. O percurso previsto para a cerimónia de trasladação tem quatro paragens por Lisboa. A isto juntam-se discursos oficiais, um vídeo com imagens de Eusébio e música de Dulce Pontes e Rui Veloso, de acordo com o programa divulgado pela Assembleia da República.

As cerimónias arrancam às 15h de 3 de julho no cemitério do Lumiar, onde o Pantera Negra está sepultado desde janeiro de 2014. Aí, só família é permitida. Depois há uma missa no Seminário da Luz, em Carnide. Quando acabar a missa, começa um cortejo por vários pontos da capital: o Estádio da Luz, a Federação Portuguesa de Futebol (ao Rato), a Assembleia da República e o Panteão Nacional, na zona de Santa Apolónia. O que parará o trânsito em várias artérias da capital.

A trasladação de Eusébio para o panteão decorre da aprovação no Parlamento, por unanimidade, de um projeto de resolução votado em fevereiro. A última figura pública a receber tal honra foi a poetisa Sophia de Mello Breyner Andersen, numa cerimónia que custou 60 mil euros. O Observador procurou saber quanto custará a mudança dos restos mortais de Eusébio, mas o valor ainda é desconhecido.

O cortejo é esperado no Panteão (a Igreja de Santa Engrácia) pelas 19h e aí as homenagens ficam a cargo de Cavaco Silva, Assunção Esteves e António Simões, antigo companheiro do King no Benfica e na seleção nacional. A rematar, Dulce Pontes cantará o hino e Rui Veloso assinará outro momento musical.

A par destas cerimónias está também prevista a estreia de um documentário, a inauguração de uma exposição e o lançamento de um conjunto de selos relativos a Eusébio. No início deste ano, quando se assinalou um ano da morte do Pantera Negra, Lisboa deu o nome de Eusébio a uma avenida, em frente ao Estádio da Luz.

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