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Fraude no Sistema Nacional de Saúde? Polícia Judiciária faz buscas

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A PJ está a realizar 24 buscas em vários pontos do país no âmbito de uma operação de combate à corrupção no Serviço Nacional de Saúde. Uma das visadas é a farmacêutica Bial.

Durante o dia de hoje foram também constituídos 17 arguidos. A Bial não está entre os arguidos

© Hugo Amaral/Observador

Foi lançada em todo o país uma megaoperação de combate à corrupção e à fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS), está a avançar, esta quarta-feira, o Correio da Manhã. As buscas, que estão a decorrer, envolvem cerca de 100 investigadores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ), em articulação com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP)

Ao Observador, fonte da PJ esclarece que a “operação está a decorrer em todo o território nacional, com um grande número de inspetores no terreno”. Já a Procuradoria-Geral da República (PGR), em comunicado, esclarece que “estão em curso 24 buscas”, em vários pontos do país, “designadamente em instalações do grupo farmacêutico Bial”.

O Ministério Público adianta ainda que “durante o dia de hoje, foram também constituídos 17 arguidos, 16 pessoas singulares e uma pessoa coletiva” e que “a Bial não se encontra entre os arguidos constituídos”.

O laboratório farmacêutico (Bial) já confirmou que está a ser um dos alvos das buscas. Em comunicado, a empresa esclarece que “foi hoje de manhã surpreendida com uma investigação em curso”e que tem estado a decorrer “nas suas instalações uma diligência processual”. Apesar de surpreendidos com “o sentido desta diligência”, a Bial mostra-se “totalmente disponível para colaborar com as autoridades em tudo o que entenderem necessário”.

Em causa estarão delegados de propaganda médica, suspeitos de corrupção ativa, ou seja, suspeitos de subornar médicos para prescreverem a falsos utentes medicamentos que têm comparticipação do Estado muito elevada, escreve o Correio da Manhã.

A PGR acrescenta ainda que “estão em causa suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, burla qualificada e falsificação de documentos” e que se “investigam, entre outras, matérias relacionadas com pagamentos efetuados a título de estudos científicos mas que se reportariam à prescrição de fármacos”.

As investigações no âmbito do combate à criminalidade económica em 2014 permitiram detetar fraudes que lesaram o Estado português na área da saúde em 5,5 milhões de euros, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna de 2014.

[Notícia atualizada, pela última vez, às 19h50, com o comunicado da PGR]

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