A Grécia e os credores estão na “reta final” das negociações com vista a um terceiro resgate, garante Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia. O responsável diz que o acordo, a confirmar-se, terá “muitos espinhos, com políticas que não são escolha do governo”, mas será, contudo, um acordo que Tsipras espera que acabe com a incerteza na Grécia e na união monetária.

“Apesar das dificuldades, estamos na reta final de um acordo que, espero, acabe com a incerteza em torno do futuro da Grécia e da zona”, afirmou Alexis Tsipras esta quarta-feira num curto discurso público em Atenas.

Não obstante este otimismo, Alexis Tsipras lamentou que este vá ser um acordo com “muitos espinhos, com políticas que não são escolha do governo”.

Também esta quarta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou acreditar na possibilidade de a Grécia concluir um acordo sobre o terceiro resgate com os credores ainda este mês, “de preferência, antes de dia 20″.

As negociações progridem de “forma satisfatória” nesse sentido, afirmou Jean-Claude Juncker, em entrevista à agência AFP. “Todas as informações que tenho recebido apontam para um acordo este mês, preferencialmente antes de dia 20″, quando Atenas tem de reembolsar 3,4 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu (BCE), assinalou.

E se não houver acordo até lá? “Então teremos de encontrar mais uma ronda de financiamento intercalar”, diz Juncker, referindo-se ao acordo obtido em julho para que o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), que se financia com as garantias do Orçamento Europeu, emprestasse à Grécia 7,2 mil milhões de euros para que Atenas pudesse pagar ao BCE e, também, ao FMI.

O governo grego está, contudo, a manifestar a sua oposição a que haja um novo financiamento intercalar, preferindo já um acordo para o terceiro resgate.