A construtora Camargo Corrêa reconheceu a sua participação num cartel que controlava adjudicações nas obras da petrolífera Petrobras e firmou um acordo aprovado quarta-feira pelo Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) do Brasil.

A construtora e os seus executivos são investigados pela Operação Lava Jato, da polícia federal e do Ministério Público, que apuram atos de corrupção, fraude em contratos, associação criminosa e branqueamento de capitais na Petrobras.

O acordo, chamado de “termo de compromisso de cessão”, determina que a construtora pague uma multa de 104 milhões de reais (26,8 milhões de euros) e que cada um dos dois executivos envolvidos, Dalton Avancini e Eduardo Leite, paguem 1,1 milhão de reais (293 mil euros).

Ambos já possuem acordo de delação premiada com o Ministério Público, ou seja, concordaram em prestar informações em troca de uma possível redução da pena.

Antes da Camargo Corrêa, a empresa de engenharia Setal já havia firmado um acordo semelhante com o Cade, devido à corrupção em contratos da Petrobras.