Algarve

Arriba da praia Maria Luísa onde ocorreu derrocada não está em risco

A arriba da praia Maria Luísa, em Albufeira, no Algarve, onde na madrugada de quinta-feira ocorreu um desmoronamento de grandes dimensões, “não apresenta sinais de derrocada iminente”.

Ocorreu um desmoronamento de grandes dimensões na praia Maria Luísa, em Albufeira, durante a madrugada de dia 28 de agosto

JOSE SENA GOULAO/LUSA

A arriba da praia Maria Luísa, em Albufeira, no Algarve, onde na madrugada de quinta-feira ocorreu um desmoronamento de grandes dimensões, “não apresenta sinais de derrocada iminente”, disse à Lusa o diretor regional do Ambiente.

“Foi feita uma avaliação técnica e não foi detetado risco de derrocada iminente, apesar de existir sempre o perigo do desmoronamento natural das arribas”, disse à agência Lusa Sebastião Teixeira, diretor regional do Algarve da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

De acordo com o responsável, depois da avaliação feita em conjunto com a Câmara de Albufeira e com a Autoridade Marítima, a zona foi vedada por precaução, “para evitar que as pessoas se aproximem do limite da falésia, e colocada nova sinalização a alertar para o perigo de desmoronamento”.

Segundo Sebastião Teixeira, o desmoronamento de parte da arriba da praia Maria Luísa, ocorrido na madrugada de quinta-feira, “foi de grandes dimensões, o equivalente a cerca de 1.000 toneladas de detritos, que caíram para o areal”, abrangendo uma área de 1,3 vezes a altura da arriba.

“O acesso ao local era feito através de um trilho por entre a vegetação, não existia qualquer estrutura (passadiço) de passagem nem de permanência para pessoas, e encontrava-se balizado, com uma vedação em madeira, e com sinalização a alertar para o perigo, que foi destruída pelo desabamento”, destacou.

Sebastião Teixeira acrescentou que a avaliação feita antes da época balnear não detetou quaisquer sinais de derrocada iminente naquela arriba, atribuindo o desmoronamento a “questões naturais da erosão”.

“Não foi a chuva, nem o mar, nem se verificou a ocorrência de qualquer sismo significativo que fizesse prever aquele desfecho”, destacou.

Em agosto de 2009, o colapso de um rochedo matou cinco pessoas na praia Maria Luísa, em Albufeira, naquele que foi o acidente mais grave registado no litoral do Algarve em consequência da geodinâmica das arribas em mais de 20 anos.

Todos os anos, na altura do verão, a autarquia promove uma campanha de educação ambiental nas praias do concelho, a alertar para o perigo de derrocada das arribas.

Leonor Teixeira, técnica da proteção civil da Câmara de Albufeira, disse à Lusa que a campanha “tem tido um efeito pedagógico importante, já que a grande maioria das pessoas fica afastada das zonas de risco”.

“Há poucos veraneantes, principalmente estrangeiros, que ignoram os sinais e os alertas e que se colocam em zonas perigosas”, frisou.

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