O movimento de cidadãos “Contra a privatização dos transportes do Porto” realiza esta segunda-feira um cordão humano na estação de metro da Trindade, naquela cidade, em defesa da operação da STCP e da Metro do Porto na esfera pública.

“Exigimos a suspensão imediata do processo de privatização dos Transportes do Porto. Hoje, juntamos todos os cidadãos pela defesa do Metro e da STCP”, lê-se na página da Internet do Facebook daquele movimento de cidadãos que na segunda-feira à tarde tinha 598 pessoas a anunciar que iam participar no cordão humano.

O modo “apressado e opaco como está a desenrolar-se este processo [de subconcessão], em período de férias, pretende impedir o esclarecimento adequado dos cidadãos”, considera aquele movimento.

Em declarações à Lusa, Gonçalo Carvalho, um elemento do movimento de cidadãos “Contra a privatização dos transportes do Porto”, explicou que o cordão humano está marcado para as 18:00 na Estação da Trindade e que foi enviado à Câmara Municipal do Porto um pedido de autorização para realizar o evento.

O movimento de cidadãos “Contra a privatização dos transportes do Porto”, que começou com um grupo de amigos e que tem uma página na rede social Facebook, pretende, com o cordão humano, “alertar as pessoas” e informar os cidadãos para tomarem consciência do anúncio do Governo sobre a subconcessão por ajuste direto da STCP e da Metro do Porto.

O Ministério da Economia informou, em comunicado divulgado na semana passada, que “na sequência da impossibilidade jurídica em prosseguir com o concurso público internacional aberto em agosto de 2014, as administrações da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e Metro do Porto decidiram, sem votos contra de nenhum acionista, a reabertura do procedimento concorrencial da subconcessão da atividade destas duas entidades”.

O processo “assume a forma jurídica de um ajuste direto, nos termos previstos no Código dos Contratos Públicos”, lê-se no comunicado do Ministério da Economia.

Também hoje vai também ser entregue uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto contra a privatização dos transportes públicos do Porto, subscrita por vários autarcas, como por exemplo o deputado municipal portuense José Castro, mas também por trabalhadores e dirigentes sindicais, e com o apoio do Bloco de Esquerda.