Uma criança é um mundo inteiro, diz o El País. Se assim for, o mundo inteiro deu à costa já cadáver esta quarta-feira numa praia turca. As imagens do corpo de um menino deitado sobre a areia de uma praia turca, sem vida, percorreram os quatro cantos do globo, com a imprensa a cobrir o choque e a tragédia que apenas uma fotografia encerra. As capas dos jornais falam por si:

“A Europa não o pôde salvar”, “O fillho de alguém”, “É uma questão de vida e morte” e “Europa dividida” são alguns dos títulos que, esta quinta-feira, prometem ocupar as bancas. Veja algumas capas de alguns dos jornais desta quinta-feira que não quiseram ignorar, ou omitir, a imagem do drama:

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Ou seja, foram muitos os que corresponderam ao apelo de Juan Antonio Giner, um dos mais conhecidos e influentes consultores de media de todo o mundo (já trabalhou em Portugal com o Expresso e com o Diário de Notícias):

Uma viagem online mostra uma realidade semelhante: se a CNN escreve que jovens esperanças afogaram-se esta quarta-feira, o Washington Post argumenta que a morte de um bebé tornou-se no símbolo mais trágico da crise de refugiados que tem vindo a assolar a Europa, mas que nem por isso deixa de representar um problema à escala global.

Muitos cartoonistas, em especial no mundo árabe, não ficaram indiferentes. Para os europeus, uma das ilustrações mais poderosas é a de Gallego & Rey, no El Mundo, mas há mais que merecem ser vistas:

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(Uma primeira versão deste texto tinha uma parte sobre quem era o pequeno Aylan e a sua família, que queria chegar ao Canadá. Esse texto foi desenvolvido e autonomizado aqui)