O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas lançou a lista dos dez países com melhores condições para viver no mundo, através da análise de três fatores fundamentais: longevidade e qualidade de vida, reconhecimento e capacidade para manter um bom nível de vida, explica a Time.

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Estes aspetos foram estudados com base no índice de desenvolvimento humano, produto interno bruto, esperança média de vida e tempo médio de escolaridade.

Se pensa em emigrar, estas devem ser os seus destinos preferenciais.

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O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Noruega faz deste país nórdico o melhor país do mundo para se viver. Mesmo com uma população pequena, a dimensão da sua economia é enorme. A testemunhar esse dado está o Produto Interno Bruto (PIB) da Noruega, o sexto maior do mundo, muito graças à exportação petrolífera. E o sistema de saúde é um dos mais eficazes em todo o planeta.

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O segundo lugar da tabela é ocupado por um país da Oceânia. Ocupa o quarto lugar na esperança média de vida dos países de todo o mundo e é a nação onde as pessoas passam mais tempo na escola. Apesar do Produto Interno Bruto estar em vigésimo lugar, a taxa de desemprego coloca a Austrália em vantagem em relação a vários países europeus e aos Estados Unidos.

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A medalha de bronze da esperança média de vida dos países de todo o mundo vai para a Suíça, mas é a estabilidade política e económica do país que se tem destacado ao longo de uma história marcada pela neutralidade. Um outro aspeto a considerar na hora de se mudar para a Suíça é a tendência para a igualdade de género na área económica e política, sendo que existe uma alta participação de mulheres no parlamento. Mas a emigração para a Suíça não está tão facilitada agora, porque o país impôs novos limites à entrada de estrangeiros.

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É um dos países mais desenvolvidos do mundo e com maior taxa de igualdade – de acordo com o coeficiente de Gini da Holanda. À semelhança do que acontece na Suíça, este país é marcado pela igualdade de género. O parlamento prova-o: 37,8% do parlamento holandês é composto por mulheres. A Holanda é um dos países que mais investe na educação.

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Do outro lado do Atlântico – e a ocupar o meio da lista – estão os Estados Unidos da América. Embora donos de uma economia de dimensão brutal, o Produto Interno Bruto e a desigualdade ainda afetam a notoriedade do país enquanto lugar com boa habitabilidade. O serviço de saúde também não é suficientemente eficaz para aumentar a esperança média de vida dos Estados Unidos, mesmo após um investimento nesse setor que representa 18% do PIB. Na verdade, a esperança média de vida americana é a mais baixa dos dez países. Mas nem tudo é mau: os Estados Unidos são líderes da ciência, dos negócios, da educação e da arte.

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No sexto lugar voltamos à Europa, numa Alemanha de economia potente e com um serviço social altamente eficaz. De acordo com as estatísticas, todas as pessoas em idade de reforma conseguem recebê-la. No entanto, esta é uma realidade que pode estar em mudança, já que a esperança média de vida tem aumentado e pode influenciar a idade da reforma.

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Leva a medalha de prata no que toca ao tempo que um cidadão investe na sua educação, apenas ultrapassado pela vizinha Austrália. O sistema de educação da Nova Zelândia é altamente eficaz, com 7,2% do Produto Interno Bruto a ser entregue às escolas. Este país tem também uma das esperanças médias de vida mais altas do mundo.

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Mais uma vez, é o sistema de educação que atira o Canadá para a lista dos dez países onde se vive melhor no mundo. Se se tomar como análise a população com 25 anos ou mais, todos eles têm pelo menos o ensino secundário completo. Os estudantes canadianos são também alguns dos melhores nas áreas de ciências e matemática, com prestações sempre notáveis em eventos internacionais. E a esperança média de vida é também uma das melhores do mundo.

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Ocupa o nono lugar de uma lista mundial de dez, mas é o melhor país para se viver na Ásia. A esperança média de vida da Singapura é a sexta mais alta do mundo e tem uma das menores taxas de mortalidade do planeta, em ambos os géneros. São os melhores alunos em matemática, ciências e em leitura.

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O último lugar da lista pertence à Dinamarca, mas é de notar que tem um dos maiores Produtos Internos Brutos e esperança média de vida do mundo. É também um dos países com melhor sistema de saúde e de segurança social do planeta, com grande parte do Produto Interno Bruto a ser investido nessas duas áreas. Para fomentar a natalidade, a Dinamarca oferece um ano de licença para os pais que pretendam cuidar das crianças em casa e criaram vários sistemas de remuneração para que continuem a nascer crianças. A igualdade de género também é notável, com 40% do parlamento a ser composto por mulheres.

Texto editado por: Filomena Martins