O que parecia mais um homicídio tornou-se, afinal, a descoberta de um serial killer. Jorge Luiz Morais de Oliveira, um pintor de paredes de 41 anos, era procurado pelo homicídio de um homem, mas as investigações feitas pela polícia levaram à descoberta de mais seis corpos em sua casa.

Foi ainda encontrado um conjunto de objetos, roupas e outros restos mortais, que indiciam que o número de vítimas será significativamente maior. Estes objetos, pertencentes a outras vítimas ainda por encontrar, foram descobertos por Maria de Fátima, mãe de Renata Pedrosa, uma mulher de 31 anos que desapareceu em Janeiro deste ano.

Ao ouvir as notícias, Maria de Fátima, que já suspeitava que Jorge Oliveira estivesse envolvido no desaparecimento da filha, invadiu a casa do pintor e descobriu estes objetos, que a polícia ainda não encontrara. Embora nenhum pertencesse à sua filha, segundo a Globo, o pintor terá ainda assim confessado o homicídio de Renata Pedrosa.

O homicídio que originou a descoberta aconteceu na passada quinta-feira, dia 23 de setembro. Jorge Oliveira assassinou um jovem homossexual de 21 anos chamado Carlos Júnior. Jorge terá sido visto pela sua mãe a entrar em casa, juntamente com Carlos Júnior, na noite do crime, e esta viu-o sair sozinho na manhã seguinte. Depois de ter alertado a polícia, que descobriu o corpo numa cómoda da habitação, a mãe do pintor e a sua irmã terão então convencido o serial killer a entregar-se à polícia.

O serial killer brasileiro, que vivia na Favela Alba, situada no distrito de Jabaquara (que fica na zona sul de São Paulo), tem um longo historial de crimes: passou 17 anos e 9 meses na prisão por dois homicídios que cometeu em 1994 e 1995 e ainda por se ter envolvido num motim de presos. Depois de ter saído em liberdade em 2013, enfrenta agora acusações de homicídios qualificados e ocultação de cadávares.