Israel discordou esta sexta-feira da pretensão palestiniana de instalação de uma força de proteção em Jerusalém-Leste para controlar a violência em torno da mesquita de Al-Aqsa.

“Deixem-me ser cristalinamente claro: Israel não concorda com qualquer presença internacional no Monte do Templo. Essa presença seria uma alteração do status quo, afirmou o vice-embaixador israelita David Roet, ao falar durante uma sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Este Conselho, com 15 membros, reuniu em sessão de emergência para discutir a escalada de violência entre palestinianos e israelitas, que dura há semanas, em Jerusalém e nos Territórios Palestinianos Ocupados.

Palestinianos incendiaram esta sexta-feira um local sagrado judaico na Cisjordânia, no âmbito de uma “Sexta-feira de Revolução” contra Israel. Um homem, disfarçado de fotógrafo, esfaqueou ainda um soldado israelita antes de ser morto a tiro.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “condena fortemente este ato repreensível e apela a que os seus responsáveis sejam levados rapidamente à justiça”, afirmou na ocasião o secretário-geral-adjunto, Taye-Brook Zerihoun, ao Conselho.

As forças de segurança israelitas foram mobilizadas massivamente para Jerusalém, depois de duas semanas de violência, que causou a morte a 39 palestinianos e ferimentos a centenas de Ocupados, a começar pela Cidade Velha de Jerusalém e a mesquita Al-Aqsa”, declarou a jornalistas.

Mansour adiantou que os países árabes estão a ponderar a apresentação de uma resolução que contempla a retirada das forças israelitas das áreas de conflito e a instalação de uma força de proteção em Al-Aqsa.

O complexo de Al-Aqsa é o terceiro local sagrado no Islão e o mais sagrado para os judeus, que o designam por Monte do Templo.

Os muçulmanos receiam que Israel procure mudar as regras que governam o local, que permite aos judeus visitá-lo, mas não rezar, para evitar tensões. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tem garantido que quer respeitar o ‘status quo’.

Hoje não foi apresentado qualquer projeto de resolução ao Conselho, mas o embaixador francês, François Delattre, afirmou que iria fazer circular um esboço de documento a apelar à calma.