O ministro-adjunto das Finanças da Grécia, Georges Chouliarakis, disse esta quarta-feira que o controlo de capitais no país, imposto em junho passado, pode ser completamente levantado a partir do segundo semestre do próximo ano.

As declarações do responsável grego foram feitas numa intervenção na comissão parlamentar de Finanças. Chouliarakis afirmou que a recessão em 2015 deverá alcançar 1,4% do produto interno bruto (PIB), muito abaixo dos 2,3% inicialmente previstos.

As estimativas do ministro-adjunto das Finanças ficam próximas das que foram divulgadas pelo instituto económico IOBE, que há dias previu uma contração do PIB entre 1,5% e 2% em 2015. Em 2016, a recessão deverá ficar em 1,3% do PIB, ligeiramente abaixo do previsto no orçamento (1,5%).

Segundo Chouliarakis, o mais importante no orçamento de 2016 é que o objetivo para o excedente primário “fica limitado a 0,6% do PIB, muito abaixo dos 4,5% apontados no segundo programa de resgate”.

“Esta diferença é de cerca de 7.500 milhões de euros”, indicou, explicando que graças a esta redução o governo terá de evitar cortes.

Após seis anos consecutivos de recessão, a Grécia perdeu 25% do seu PIB, mas registou um ligeiro crescimento de 0,3% em 2014, que continuou no primeiro semestre deste ano. Após o encerramento dos bancos por algumas semanas a 29 de junho e a imposição do controlo de capitais, a tendência mudou.