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O acordo deverá ser para quatro anos, mas, para já, só está garantida a aprovação do primeiro Orçamento do Estado, ou seja, o do ano 2016. É nesse ponto que estão as negociações entre PS, PCP e Bloco de Esquerda, conta o Expresso deste sábado, que cita fontes que admitem que o acordo possa abranger a distribuição de pastas ministeriais por comunistas e bloquistas.

Essa não é, no entanto, a prioridade dos negociadores, cujo trabalho se intensificou durante esta semana e ganhou novo fôlego com as palavras de Cavaco Silva ao país na quinta-feira. Relata o Expresso que António Costa não apresentou grandes pormenores do acordo aos membros da Comissão Política do PS, mas o documento final está praticamente pronto e deverá ser assinado formalmente durante a próxima semana. 

Os partidos de esquerda registaram com agrado a evolução do PS na quinta-feira, escreve o semanário. Até aí, os socialistas não admitiam apresentar uma moção de rejeição ao Governo que vier a ser designado por Passos Coelho — queriam, apenas, deixar aprovar as iniciativas do PCP e do BE. Na quinta, António Costa saiu mandatado do Largo do Rato para fazer cair o Executivo logo às primeiras horas. 

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