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Portugal tem de continuar a avançar com reformas estruturais para aumentar a competitividade da economia e a criação de emprego, defendeu esta quinta-feira a Comissão Europeia, que alerta para os perigos da redução do ritmo de consolidação orçamental com a dívida a manter-se elevada, algo que, juntamente com os elevados níveis de desemprego, volta a sujeitar Portugal a vigilância apertada da Comissão Europeia.

O problema não é novo – a Comissão Europeia já tinha deixado o alerta em fevereiro – e houve algumas melhorias, como uma redução da dívida externa, alguma desalavancagem das empresas privadas portuguesas e uma queda na concessão de crédito.

No entanto, a dívida continua demasiado elevada. A dívida pública, a dívida privada, a dívida externa e até o crédito de cobrança duvidosa dos bancos portugueses. No caso da dívida pública, para além de continuar muito elevada, a Comissão alerta ainda que o ritmo de consolidação orçamental está a abrandar, o que impede uma redução neste desequilíbrio.

Por isto mesmo, Bruxelas defende que os países com níveis de dívida muito elevados, como é o caso de Portugal, têm de avançar com reformas para promover produtividade, competitividade e a criação de emprego.

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Outro dos indicadores que leva Bruxelas a colocar Portugal sob vigilância diz respeito ao desemprego. A taxa de desemprego está demasiado alta, a taxa de atividade é demasiado baixa e os níveis de desemprego de longo prazo e de desemprego jovem cresceram demasiado nos últimos anos.

Dos 14 indicadores considerados pela Comissão Europeia para colocar um país sob vigilância mais apertada, ao abrigo do Procedimento por Desequilíbrios Macroeconómicos, Portugal chumba em sete. Pior só mesmo o Chipre, que falha em oito indicadores.

Portugal integra um lote de 18 países que estão sujeitos a este tipo de vigilância, juntamente com a Alemanha, Bélgica, Bulgária, Croácia, França, Itália, Hungria, Irlanda, Holanda, Roménia, Espanha, Eslovénia, Finlândia, Reino Unido, Suécia, Áustria e Estónia, estes dois últimos pela primeira vez este ano.