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Uma explosão num restaurante no Cairo, capital do Egito, matou 16 pessoas e deixou duas feridas, esta sexta-feira de manhã, pelas 7h00 locais (5h00 de Portugal). A agência estatal egípcia, MENA, está a noticiar que foram três pessoas, numa mota, que lançaram os cocktails molotov em direção ao edifício e que o autor da explosão terá sido um ex-empregado.

Inicialmente as agências de informação tinham falado em 18 mortos, um número que, entretanto, foi revisto em baixa para 12 e que agora voltou a subir para os 16. A maioria das pessoas morreu por asfixia devido à inalação de gases tóxicos, uma vez que o restaurante/discoteca fica numa cave e não tem saídas de emergência.

Ainda não há certezas quanto à autoria do atentado naquele restaurante, que é também uma discoteca. Fontes policiais no local avançaram à Reuters que o atacante será um empregado que foi despedido daquele restaurante e a agência oficial egípcia MENA dá conta de três atacantes que se aproximaram do local numa mota, entre os quais esse ex-empregado, e que se puseram em fuga. Mas também já há notícias que falam numa desavença entre os seguranças da discoteca Al Sayad e um grupo de jovens.

Em declarações à televisão estatal egípcia, Ahmed Abdelrahim, responsável de Agouza – onde se situa o estabelecimento – garantiu que se tratou de um “evento criminoso”, provavelmente devido a uma disputa e também o Ministério da Administração Interna, em comunicado de imprensa, falou num ajuste de contas com os empregados da discoteca.

De acordo com a agência EFE, os bombeiros só conseguiram dar conta das chamas no edifício três horas depois, por volta das 10h00 locais.

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