Tribunal de Contas

Saúde. Tribunal de Contas já tinha alertado para falta de recursos nos hospitais

171

Em julho de 2015, o Tribunal de Contas já tinha alertado para a falta de recursos nas urgências hospitalares e recomendava ao Governo que desse resposta ao problema.

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Miguel Santos Carrapatoso

15 de julho de 2015. O Ministério da Saúde e o Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo já tinham sido alertados para a falta de recursos das urgências hospitalares. Numa auditoria ao serviço de urgência do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), na sequência do colapso das urgências do inverno passado, o Tribunal de Contas (TdC) fez uma série de recomendações que passavam, precisamente, pela necessidade de dotar os serviços de urgências de mais recursos.

Nessa auditoria, já o TdC alertava o Ministério liderado então por Paulo Macedo para a necessidade de numa estratégia assente “em equipas fixas/dedicadas, com formação especializada” e em “mecanismos de cooperação entre as unidades hospitalares de cada região de saúde, no sentido da deslocação inter-hospitalar de recursos profissionais de saúde”, que pudesse dar resposta a “situações de grave perturbação da disponibilidade dos serviços de urgência de determinada unidade”.

Mas as recomendações ao Ministério da Saúde não se ficavam por aqui. Na altura, o TdC sugeria a Paulo Macedo que, em articulação com o Ministério de Nuno Crato, avançasse para o “aumento do número de vagas de acesso ao ensino superior na área da Medicina” e que considerasse a “abertura de procedimento concursal internacional para recrutamento de médicos no âmbito da constituição de relação jurídica de emprego, de acordo com as necessidades dos quadros das unidades de saúde, prevendo nesse procedimento que os requisitos de admissão ao concurso não excluam candidatos que ainda não estejam inscrito na Ordem dos Médicos”. O objetivo: suprir a falta de médicos nos hospitais e no Serviço Nacional de Saúde português.

Ao Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, o TdC recomendava que, em casos de “falta de resposta, em tempo adequado, dos serviços de urgência hospitalar” fosse considera “a possibilidade de referenciação dos doentes para o serviço de urgência de uma outra unidade hospitalar”.

A 14 de dezembro um jovem de 29 anos, David Duarte, morreu no Hospital de São José, depois de ter sido internado no dia 11, tendo-lhe sido diagnosticado uma hemorragia cerebral provocada por um aneurisma, necessitando de uma intervenção cirúrgica rápida.

Desde então, a urgência metropolitana de Lisboa está sob ‘fogo’. A prevenção aos fins de semana da Neurocirurgia-Vascular estava suspensa desde abril de 2014 e da Neuroradiologia de Intervenção desde 2013.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)