Rádio Observador

2015-2016

12 passas para celebrar a passagem de ano

É sabido que réveillon que se preze obriga ao ritual das 12 passas. Mas se muitos se resignam às passas de uva também há quem prefira outras passas, no charuto. Eis as sugestões de um especialista.

Um cenário habitual em passagens de ano, charuto e flûte de champanhe.

Joe Raedle / Getty Images

Momentos antes de tocarem as últimas doze badaladas do ano — poeticamente falando, isto é, que poucos são os relógios que ainda badalam — é habitual ver os borguistas de serviço concentrados na contagem das passas de uva, crentes de que estas os ajudarão a realizar e cumprir os costumeiros desejos e resoluções.

Mas o ato de comer a dúzia de passas ao virar de ano não é unânime. E se há quem ignore o ritual, também há quem, não o ignorando, esqueça o termo “passas” e se atire a qualquer tipo de frutos secos e aperitivos com o mesmo efeito. Por último, com mais ou menos crença, também não falta quem o aplique noutro sentido: as passas de charuto, neste caso.

Assim, para a meia-noite ou para a noite inteira, pedimos a Victor Ribas, da mítica Casa Havaneza, a mais antiga tabacaria de Lisboa, uma seleção de seis charutos para 12 passas e uma ocasião.

Behike 54
Cohiba
A linha Behike é a mais forte e exclusiva — com produção muito limitada — da Cohiba, a célebre marca de puros criada nos anos 60 para servir de oferta às personalidades que visitavam Cuba. Já o número 54 indica o seu calibre, o segundo mais elevado de entre os disponíveis. É um charuto raro e caro, ideal para acender em ocasiões especiais. Como a passagem de ano.
Preço unitário: 43,05€; Comprimento: 144mm; Calibre: 54

Curiosidade: A palavra Cohiba deriva de um termo usado pelos primeiros habitantes de Cuba, os índios Taínos. Era assim que chamavam às folhas de tabaco enroladas que fumavam num ritual. O Behike era o elemento da tribo que comandava esse ritual.

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Petit Tubos
Montecristo
Como se trata de um charuto para um evento específico, um Petit Tubo, da Montecristo, será uma opção a considerar. Isto porque o dito vem, como o nome indica, num tubo de alumínio elegante que facilita transportá-lo com pinta e sem danificar. Quanto ao charuto propriamente dito trata-se de um Montecristo 4, um dos best sellers da marca, de intensidade média a forte. Era, consta, o favorito de Ernesto “Che” Guevara.
Preço unitário: 9,60€; Comprimento: 129mm; Calibre: 42

Curiosidade: O nome Montecristo deriva do romance O Conde de Montecristo de Alexandre Dumas, obra que era lida aos torcedores (os operários responsáveis por enrolar os charutos) da fábrica H.Upmann, em Havana, onde a marca nasceu.

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Wide Churchills
Romeo Y Julieta
A bitola mais conhecida da marca Romeo y Julieta roubou o nome ao seu mais célebre apreciador — Winston Churchill — depois de este ter visitado Havana em 1946. Há três charutos da marca com o apelido do célebre primeiro-ministro britânico, todos com tamanhos diferentes. Este, o wide, é menos comprido que o Churchill regular mas tem um calibre bem maior.
Preço unitário: 14,20€; Comprimento: 130mm; Calibre: 55

Curiosidade: A primeira mulher a ocupar o cargo de governadora de um estado norte-americano (o Wyoming, neste caso), Nellie Tayloe Ross também era uma famosa apreciadora dos charutos Romeo Y Julieta.

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Série D, nº4
Partagás
Dizem os apreciadores que os charutos da Partagás se reconhecem à distância. Este D4, especificamente, é um dos Robustos (uma medida de charuto) mais reputados em todo o mundo e a bitola mais conhecida da Partagás. Não é por acaso: tem a força típica da marca e, ao mesmo tempo, um aroma rico e complexo capaz de melhorar qualquer festa de passagem de ano.
Preço unitário: 13,05€; Comprimento: 124mm; Calibre: 50

Curiosidade: A Real Fabrica de Tabacos Partagás foi, durante muitos anos uma das maiores atrações turísticas do centro de Havana. Recentemente mudou de localização mas continua aberta ao público.

Partagas_serieD_NO4_800x800

Half Corona
H.Upmann
Se a intenção for unicamente dar umas baforadas comemorativas, atente nesta opção. O Half Corona da H.Upmann é um charuto barato, pequeno mas nem por isso menos saboroso que outros de dimensões mais impressionáveis. Outro ponto a favor, principalmente para quem não fuma com regularidade, é a respetiva suavidade. E fuma-se depressa, em pouco mais de meia hora.
Preço unitário: 4,80€; Comprimento: 90mm; Calibre: 44

Curiosidade: O charuto favorito de John F. Kennedy era desta marca, modelo Petit Upmann, entretanto descontinuado. Na noite anterior à assinatura do famoso embargo comercial dos Estados Unidos a Cuba, Kennedy ordenou o seu assessor de imprensa, Pierre Salinger (também ele um apreciador), que comprasse o maior número de charutos possível. Salinger conseguiu cerca de 1200.

H. Upmann HC_

Chiado 1864
Juan Lopez
É a atual edição regional para Portugal da Habanos, a empresa estatal cubana que controla a exportação das diferentes marcas. Desta vez, vem com o selo da Juan Lopez, marca criada no final do século XIX por um espanhol com o mesmo nome e que é bastante apreciada por um círculo reduzido de fumadores. Traz uma segunda cinta que atesta a sua exclusividade para o mercado português e, dizem os críticos, tem um sabor médio a forte, com notas de chocolate e madeira.
Preço unitário: 11€; Comprimento: 102mm; Calibre: 50

Curiosidade: O nome Chiado 1864 homenageia não só a Casa Havaneza, no Chiado, cuja fundação oficial data desse ano, mas também o Tratado de Lisboa, que definiu as atuais fronteiras entre Portugal e Espanha no mesmo ano.

Regional Chiado 1864

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