Os cientistas sublinharam que a pesquisa dará à China – que tem um programa espacial orçamentado em milhares de milhões de dólares e que Pequim vê como símbolo do progresso do país – a oportunidade de se tornar líder mundial nesta área.

O físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955) defendeu, na teoria da relatividade geral, que o celebrizou, que os objetos que se movem no Universo produzem ondulações no espaço-tempo e que estas se propagam pelo espaço.

A demonstração direta deste fenómeno das ondas gravitacionais foi anunciada por cientistas norte-americanos na semana passada.

A Academia Chinesa de Ciência apresentou, entretanto, uma proposta para um projeto de deteção de ondas gravitacionais, avançou a agência oficial Xinhua.

O programa, batizado Taiji, simbolizando a filosofia chinesa que refere a força que gere a partir do vazio (Wuji) as energias opostas complementares Yin e Yang, quer lançar satélites para a órbita da terra.

Separadamente, a Universidade Sun Yat-sen, situada em Cantão, propôs também o lançamento de satélites para o espaço, enquanto o instituto High Energy Physics sugeriu desenvolver um sistema terrestre a partir do Tibete.

Os projetos dependem agora da aprovação do Governo chinês, disse a Xinhua.

Citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o físico chinês Hu Wenrui afirmou que se a “China lançar os seus próprios satélites, poderá tornar-se líder mundial” na pesquisa de ondas gravitacionais.

O sucesso “dependerá da resolução dos decisores políticos e do investimento feito pelo país”, acrescentou.

Na semana passada, cientistas do Observatório de Interferometria Laser de Ondas Gravitacionais dos EUA (LIGO) disseram ter conseguido, pela primeira vez, ouvir e gravar o som de dois buracos negros a colidirem a mil milhões de anos-luz de distância, produzindo ondas gravitacionais.

JOYP // MP

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