Segundo informações disponibilizadas pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural à agência Lusa, o preço da carne de porco passou de 1,05 euros por quilo para 1,63, enquanto o do leite tem-se mantido fixo nos 0,28 euros por litro, em linha com o valor médio na União Europeia.

Desde finais de dezembro, altura em que criou o gabinete de crise, o responsável da tutela, Luís Capoulas Santos, chamou ao ministério várias entidades, entre as quais a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), a Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores (FPAS), a Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), a Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL) e as organizações representativas dos agricultores, para encontrar “soluções conjuntas” para os problemas dos dois setores.

No plano interno, foram adotadas medidas financeiras, como linhas de crédito de apoio à tesouraria e ao desendividamento (cada uma com o valor de 10 milhões de euros) das empresas e redução em 50% do valor da Taxa Social Única (TSU) para produtores e trabalhadores até dezembro, mas também iniciativas em termos de rotulagem.

Neste âmbito, o Governo já pediu autorização a Bruxelas para tornar obrigatória a indicação do país de origem do leite na rotulagem dos laticínios e aprovou legislação que torna obrigatória a indicação da origem da carne.

A nível externo, foram solicitadas propostas de apoios aos dois setores, designadamente a utilização da Reserva para Ajudas de Emergência e a duplicação das Ajudas de Estado (de ‘minimis’) de 15 mil para 30 mil euros neste triénio.

Entre as medidas já adotadas por Bruxelas destacam-se as medidas de intervenção pública no mercado do leite, que permitiram duplicar o limite de intervenção para 218 mil toneladas no caso do leite em pó desnatado e 100 mil toneladas no caso da manteiga, e a ajuda à armazenagem privada de carne de porco.