A população residente em Portugal teve uma redução de 0,32% em 2015, passando a 10,34 milhões de pessoas, o que reflete saldos migratório e natural negativos, segundo dados hoje divulgados pelo Instituo Nacional de Estatística (INE).

As estimativas de população residente em Portugal em 2015, divulgadas esta quinta-feira, apontam para um aumento do número de mortes e também de nados vidos, mas continuaram a morrer mais pessoas do que a nascer. O número médio de filhos por mulher subiu em 2015 para o valor de 1,3 filhos, quando em 2014 era de 1,23, segundo as estimativas de população residente em Portugal hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No período de 2005 a 2015, o índice sintético de fecundidade apresenta uma tendência de declínio, ainda que com ligeiras oscilações, atingindo em 2015 o valor de 1,30 filhos por mulher, o que traduz uma recuperação face aos valores de 1,21 e 1,23 filhos por mulher de 2013 e 2014”, refere a informação do INE.

Em 2005 o número médio de filhos por mulher era de 1,42 filhos, tendo atingido em 2013 o valor mais baixo destes 10 anos (2005-2015).

No ano passado houve um aumento de 3,6% de nascimentos de nados-vivos, num total de 85.500, quando em 2014 se tinha situado nos 82.367.

Em média, por dia, nasceram no ano passado 234 crianças em território português. Contudo, o aumento de óbitos contribuiu para que o saldo natural da população se mantivesse com valor negativo.

Também o saldo migratório – diferença entre o número de pessoas que entra no país e do número de pessoas que sai – continuou negativo em 2015 (-10.481). Apesar disso, registou-se um aumento do número de imigrantes e a diminuição do número de emigrantes relativamente a 2014.

Globalmente, em 2015 continuou, embora atenuado, o decréscimo populacional que se tem verificado desde 2010. Em números brutos, houve menos 33.492 pessoas a residir no país no ano passado.

O INE regista um acentuar do envelhecimento demográfico: entre 2005 e 2015 há um duplo envelhecimento, com o número de idosos a aumentar em mais de 316 mil e o número de jovens até aos 15 anos a diminuir 208 mil. O número de pessoas em idade ativa — entre os 15 e os 64 anos — reduziu-se em 278 mil.

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