O ministro do Planeamento agendou para o fim da tarde da véspera de S. João, em Lisboa, a reunião com os autarcas da Área Metropolitana do Porto para esclarecer “a metodologia usada” na distribuição de fundos comunitários suplementares.

A data — dia 23 – foi avançada esta sexta-feira pelo presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Hermínio Loureiro, em resposta aos jornalistas, no final de uma reunião extraordinária daquele órgão.

Segundo Hermínio Loureiro, a data pode vir a ser alterada, porque “no Norte, em geral, e no Porto, em particular, o dia de S. João é um dia relevante” e os autarcas pretendem sensibilizar o ministro Pedro Marques para esse facto.

A reunião está prevista para o final da tarde do dia 23, em Lisboa, disse, e se o ministro “for sensível aos argumentos” será marcada nova data.

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“Vamos procurar resolver essa situação, mas se o senhor ministro insistir nessa mesma data, eu assumo o compromisso de ir à reunião, naturalmente”, concluiu.

No início do mês, a maioria dos autarcas da AMP decidiu chamar o ministro do Planeamento ao CmP para que “explique a metodologia usada” na distribuição de fundos comunitários suplementares, aparentemente disponíveis apenas para alguns municípios.

A proposta de chamar o ministro Pedro Marques para uma reunião de trabalho foi feita pelo presidente da Câmara de Valongo, em reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), à qual faltaram os autarcas do Porto, Matosinhos, Gaia e Gondomar, que não assinaram os contratos de financiamento comunitário relativos aos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU) propostos pela Comissão e Desenvolvimento Regional do Norte CCDR-N.

Nesta reunião, os presidentes das câmaras de Vila do Conde e da Trofa, Elisa Ferraz (PS) e Sérgio Humberto (PSD), respetivamente, não pouparam críticas ao ministro Pedro Marques e aos seus colegas do Porto, de Matosinhos, de Gaia e de Gondomar, por ter existido “uma negociata feita nas costas” dos outros municípios relativamente a um pacote suplementar de fundos comunitários no valor de 20,4 milhões de euros.

No dia 2, o Governo anunciou a exoneração do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Emídio Gomes, “por incumprimento reiterado das orientações da tutela sobre matérias inerentes ao exercício das suas funções”.